A estratégia de Jakeline Malvestiti para a nova era das obras
Unindo normas da ONU e gestão de riscos, a especialista mostra o caminho para empresas brasileiras crescerem sem sucumbir a passivos e processos
Divulgação
A construção civil vive um novo ciclo de expansão no Brasil, com crescimento superior a 3% no PIB do setor em 2024, impulsionado pela retomada de obras de infraestrutura e pelo aquecimento do mercado imobiliário. Esse avanço, no entanto, vem acompanhado de exigências mais rígidas que impactam diretamente a operação das empresas.
As projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam continuidade desse movimento. Para sustentar esse crescimento, empresas precisam adotar práticas mais sólidas de gestão de riscos e adequação ambiental, que deixaram de ser diferenciais e passaram a ser obrigatórias.
Nesse cenário, a atuação jurídica preventiva passa a ter papel estratégico na proteção das margens de lucro. Com o setor historicamente entre os líderes em litígios trabalhistas no país, antecipar riscos deixou de ser opcional e passou a ser essencial para preservar o fluxo de caixa.
A especialista Jakeline Malvestiti, que atua à frente do jurídico da Lar Construções, aponta que o momento exige das empresas uma "blindagem corporativa". "O crescimento acelerado expõe as construtoras a um complexo emaranhado de passivos trabalhistas e regulatórios. A função da governança preventiva é justamente transformar esse arcabouço de normas em processos internos seguros", explica a especialista.
Além das questões regulatórias, a agenda ESG (Environmental, Social and Governance) impõe novos desafios. A construção civil, responsável por parcela relevante das emissões de carbono, enfrenta pressão crescente para adotar práticas mais sustentáveis.
A viabilidade de novos projetos está cada vez mais ligada ao uso de materiais ecológicos e processos de baixo impacto, fatores que influenciam diretamente na atração de investidores e certificações ambientais como LEED e AQUA.
A resposta a essa complexidade demanda profissionais com visão multidisciplinar. Malvestiti, por exemplo, avalia que sua atuação, que une formação em Educação Ambiental ao engajamento em fóruns globais sobre o ODS 9 da ONU (Indústria, Inovação e Infraestrutura), já reflete essa nova exigência do mercado corporativo.
A integração entre jurídico, sustentabilidade e estratégia de negócios se tornou um diferencial competitivo nos perfis alinhados às novas exigências do mercado corporativo. Na prática, a consultoria jurídica deixou de ser reativa para se tornar uma ferramenta que desenha estratégias capazes de posicionar as empresas na vanguarda da transição para a economia verde, garantindo que o cumprimento da lei venha acompanhado de inovação.
Ao integrar direito digital, gestão contratual e normas ambientais, o jurídico corporativo assume um papel central na construção de empresas mais seguras, eficientes e preparadas para crescer com consistência em um mercado cada vez mais exigente.
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