Como precificar um produto ou serviço corretamente e evitar prejuízos
Com incertezas tarifárias, novas taxas e retomada de negociações, empresários brasileiros intensificam viagens aos EUA para prospectar oportunidades
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O alívio parcial das tarifas impostas por Donald Trump às exportações do Brasil para os EUA vem impactando o ecossistema de empreendedorismo nacional de diferentes maneiras. Embora a situação tenha melhorado para alguns setores da economia, as incertezas quanto ao futuro têm feito muitos empreendedores brasileiros viajarem aos Estados Unidos para estreitar parcerias, prospectar novas oportunidades e renegociar contratos.
Nesse contexto, torna-se estratégico adotar algumas providências, como renovar o visto americano de negócios o quanto antes e programar viagens que incluam dias úteis, próximos a feriados prolongados no Brasil. Neste ano de 2026, será possível emendar segundas e sextas-feiras em cerca de 90% dos feriados brasileiros, favorecendo agendas internacionais mais longas.
As autoridades de imigração dos Estados Unidos estão prestes a implementar a cobrança de uma taxa extra de US$ 250 na emissão de vistos para estrangeiros, chamada Visa Integrity Fee (taxa de integridade do visto). Somada ao valor atual de US$ 185, a medida representaria um aumento de 130% no custo do visto obrigatório para entrada no país.
Sem previsão oficial para entrar em vigor, a cobrança faz parte do megapacote legislativo One Big Beautiful Bill Act, lançado por Donald Trump e aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos em julho de 2025. Apesar das especulações, a nova taxa não foi suspensa, e alguns reajustes previstos no pacote já estão em andamento.
Um exemplo é o aumento de 47,5% na taxa para obtenção da autorização eletrônica de viagem ESTA (Electronic System for Travel Authorization), que não afeta diretamente os cidadãos brasileiros.
Entre as principais vantagens desse tipo de visto americano estão a possibilidade de fazer diversas viagens dentro de um prazo de até 10 anos e o processo mais simples em relação a outras categorias, como os vistos de trabalho ou investimento nos Estados Unidos. Particularmente, o visto B1/B2 tende a ser o mais flexível para empreendedores que precisam viajar frequentemente aos EUA a negócios sem a intenção de residir no país.
Por se tratar de um visto de negócios e turismo em caráter temporário para não imigrantes, o B1/B2 engloba um amplo leque de propósitos de entrada no território estadunidense. Entre as atividades permitidas estão:
reuniões para prospecção de clientes, negociação e assinatura de contratos;
participação em simpósios, congressos e feiras de negócios nos Estados Unidos;
visitas técnicas e contatos presenciais com consultores americanos;
cursos breves, compras e passeios turísticos.
Com isso, o visto de negócios e turismo pode proporcionar uma imersão cultural interessante para o desenvolvimento de negócios. No entanto, é proibido legalmente receber qualquer tipo de remuneração de fonte estadunidense ou desempenhar atividades profissionais nos EUA ao entrar no país com esse tipo de visto americano.
O cenário de negócios entre Brasil e Estados Unidos atravessa um período de incertezas, influenciado pelas medidas adotadas durante o governo Trump e pelos efeitos de uma taxação mais agressiva sobre as exportações brasileiras. Alguns setores, no entanto, já começam a sentir alívio, como segmentos de produtos eletrônicos, farmacêuticos e agrícolas.
Também há expectativa de impacto positivo com possíveis isenções tarifárias para minerais críticos, petróleo bruto, gás natural, peças de aviação e aeronaves. Em meados de 2024, o Brasil figurava como o segundo país que mais abria empresas nos Estados Unidos, segundo levantamento do Departamento de Estado norte-americano.
A Amcham (Câmara Americana de Comércio) também demonstrava otimismo moderado em relação às tendências para 2025 no Termômetro de Negócios BR-EUA. De acordo com a publicação, o fluxo bilateral de capitais tendia a impulsionar tanto grandes corporações quanto pequenas e médias empresas brasileiras.
Após o impacto inicial das políticas tarifárias mais rígidas, muitos empreendedores passaram a se beneficiar de iniciativas voltadas à diversificação de mercados e à reformulação de estratégias. Gradualmente, o ambiente volta a se mostrar favorável para negociações com o mercado norte-americano.
Nesse contexto, a presença física nos Estados Unidos pode ser decisiva para consolidar parcerias. Estrategicamente, o momento também se mostra oportuno para obter ou renovar o visto americano de negócios, antecipando-se a possíveis novos custos na emissão do documento.
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