Carne Doce exibe sua veia autoral em dois shows em Minas Gerais

Banda se apresenta em BH e em Mariana com músicas de seus dois discos, 'Carne Doce' (2014) e 'Princesa" (2016)

por Redação EM Cultura 18/08/2017 09:00

Rodrigo Gianes/Divulgação
''Princesa' projetou e continua projetando a gente, muito por conta das faixas 'Falo' e 'Artemísia', avalia a vocalista Salma Jô. (foto: Rodrigo Gianes/Divulgação )

Não é de hoje que a música independente vem ganhando espaço no Brasil. Ano a ano, o público assiste ao surgimento de uma série de bandas e artistas comprometidos com sua produção autoral. Esse é o caso do grupo Carne Doce, representante da cena de Goiânia, que desembarca em Minas Gerais para duas apresentações, uma em Belo Horizonte e outra em Mariana.

Com cinco anos de estrada e dois discos na bagagem – Carne Doce (2014) e Princesa (2016) –, a banda demarca sua sonoridade no estreito limiar entre o rock e a neopsicodelia, além de demonstrar similaridades com a conterrânea Boogarins. Ambos comprovam que nem só de sertanejo sobrevive o cerrado. ''Estamos no coração da indústria que hoje comanda a música brasileira. Então, por estar submetidos a essa realidade, nós, os 'rebeldes', decidimos nos unir e fazer um trabalho diferente'', comenta Salma Jô, vocalista do Carne Doce.

A ideia de formar a banda surgiu dela e do namorado, o guitarrista Macloys Aquino. Contudo, antes mesmo de o primeiro disco sair, Carne Doce ganhou formação mais encorpada. Atualmente, conta também com Anderson Maia (baixo), João Victor Santana Campos (guitarra e sintetizador) e Ricardo Machado (bateria).

''Estamos cada vez mais banda, mais orgânicos. Nossa escalada vem desde o começo, mas não foi super-rápida. É um crescimento gradual, que acontece aos poucos'', afirma Salma. Desde que lançaram o segundo disco autoral, os goianos ganharam espaço tanto na internet quanto nos palcos do Brasil.

''Princesa projetou e continua projetando a gente, muito por conta das faixas Falo e Artemísia. Em parte, lamento alguma coisa disso, porque talvez o disco tenha ficado com a marca de case feminista'', revela Salma, referindo-se a faixas que retratam questões femininas e o aborto. ''Na verdade, isso foi uma influência que acabou refletindo no meu trabalho. Não que tenha algo contra esse tipo de objetivo, mas minha ideia era explorar feridas e sentimentos de um jeito mais humano'', explica.

ENTREGA No palco, a emoção de Salma se mostra tanto em sua entrega corporal quanto na empostação da voz em meio à ''barulheira'' dos instrumentos. ''A cada apresentação, a gente tenta mudar um pouco das músicas com base no que os próprios fãs querem. Então, temos tocado algumas que não apareciam muito antes, como é o caso de Sombra'', comenta.

Com o ciclo de Princesa se encerrando, o terceiro disco já está sendo preparado. ''Estamos na fase inicial de composição. Não sabemos quando ou como será a produção, mas gostamos de obedecer ao intervalo de dois anos. Estamos caminhando para algo mais dançante'', adianta Salma Jô.

CARNE DOCE
• BH – Sexta-feira (18/8), às 22h. Com Aldan e Leo Moraes. A Autêntica, Rua Alagoas, 1.172, Savassi. Ingressos: R$ 25 (antecipado) e R$ 35 (na porta). Vendas on-line pelo site Sympla. Informações: (31) 3654-9251
• Mariana – Sábado (19/8), às 22h. Sagarana Café-Teatro, Rua Cônego Amando, 286, Bairro São José. Ingressos: R$ 20. Vendas on-line pelo site Sympla

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