Além do baixo, Gustavo toca violão de náilon, craviola, teclado e também colabora nos vocais. Entre as participações, o amigo guitarrista Elder Costa, os percussionistas Emilio Martins e Edgar Silva e os tecladistas Omar Fontes e Roberto Coelho – além de Cesar Botinha tocando guitarra em uma das faixas e Pria fazendo vocais em outra.
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Em três outras, canta em português, com resultado irregular. Na mineiríssima Negro minério, o ouvinte precisa ouvir algumas vezes para entender a letra. Em A chuva, que mistura Brasil e África, fica mais claro. E na romântica O tempo, com versos mais curtos, o esforço é menor. Influenciado por Peter Tosh, Bob Marley e UB 40, o vocalista (e compositor na maior parte das músicas) contribui para o bom acento pop, principalmente na primeira metade do disco, com as suingadas Fly away, The sun, My everything e Rumteskip.
Se o disco sair em vinil, teremos um lado de world music pop fluente e levemente dançante. Abrindo o “lado B”, Miracle, um blues meio Dire Straits, meio Clapton, bota a bola no chão com charme. Com a guitarra soando meio caipira mineira, meio country, a longa Impossível contar as estrelas mantém a guarda abaixada. Depois vem a já citada Negro minério, à la Toque de Midas, seguida pela festiva Babylon love. A chuva trata das saudades da mãe África e da busca pela felicidade e O tempo encerra o disco como a dizer que o grupo não tem pressa, cantando um amor que busca transcender seu tempo.