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De lá para cá, foram dois anos de parceria, gravações e muitos encontros. A demora para concluir o disco virou letra de um samba de breque, a última canção feita para o trabalho. Dois anos pode até ser confundida com uma discussão amorosa, mas fala da parceria dos músicos. “Já faz dois anos que nos encontramos aqui nessa peleja/ Enquanto a gente briga, o mundo roda, ora veja/ Como é que fui chegar nessa situação/ Me dá um breque coração”, diz a letra.
No estúdio, a dupla recebeu a nata da cena mineira: Thiago Delegado, Alaécio Martins, Clécio Araújo e Frederico Heliodoro, entre outros. “Mais de 15 músicos participaram, somos imensamente gratos a eles”, ressalta Marcos. Também “vestiram a carapuça” Mariana Nunes e a portuguesa Susana Travassos. “São duas cantoras que apreciamos muito. Vero amor tinha que ter um diálogo entre o Lucas e uma mulher. Pensamos na Mariana pela voz doce, que combina com a canção feita com Edu Krieger e Flávio Henrique”, conta o bandolinista. “A faixa que a Susana gravou (Vontades) nem ia entrar no disco, mas ficou tão boa dentro do nosso universo que mudamos de ideia. Ela trouxe a carga europeia, ficou linda”, completa. Mariana participa do show de hoje, assim como Thiago Delegado, Aloísio Horta e Felipe Bastos.
VINIL
Além do CD, Universo Carapuça sai em versão bolacha, ambos com projeto gráfico do artista plástico Máximo Soalheiro. “Costumo brincar: Lucas é fanático por vinil, eu sou apreciador”, explica Marcos Frederico. A decisão de lançar LP não foi apenas capricho. “A receptividade do vinil é impressionante. O público olha com misto de nostalgia com novidade”, observa. Lucas Fainblat ressalta a qualidade do som, o fato de ser exemplar de colecionador e, claro, a paixão. “Fazer um vinil é sonho realizado. Parece meio narcisista, mas quando a remessa chegou, fiquei igual a menino pequeno, só ouvindo”, brinca.