Veja como foram os shows do Festival Natura Musical em BH

Evento levou dezenas de atrações a três palcos da capital

por Zulmira Furbino , Márcia Maria Cruz Carolina Braga 14/09/2014 00:13

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.

Carolina Braga/EM/D.A/Press
Marisa Monte e Arnaldo Antunes: juntos na Praça da Estação (foto: Carolina Braga/EM/D.A/Press)

Arnaldo Antunes nem precisava, mas fez questão de frisar ao chamá-la ao palco: “Marisa Monte, minha grande amiga”. Foi uma participação bem rápida, mas suficiente para deixar claro o quanto o olhar deles entregam a cumplicidade da amizade. Já passava das 22h30, quando a cantora subiu ao palco. Diva, de vestido vermelho, falou pouco, sorriu muito e também expressou admiração pelo colega de palco.

Sem você, do repertório de Arnaldo foi a escolhida para abrir a sequência, que também teve Ainda bem, lançado por Marisa Monte em O que você quer saber de verdade e uma sessão Tribalistas, projeto da dupla com Carlinhos Brown. Do disco lançado em 2003 escolheram Velha infância e Já sei namorar. Antes de Marisa Monte, Arnaldo Antunes passeou pela carreira. Misturou os tempos dos Titãs, com O pulso, e canções mais novas como A casa é sua.


Ao longo do dia Festival Natura Musical promoveu 15 shows com mais de 20 artistas e bandas, durante 12 horas de programação. De acordo com a organização, cerca de 50 mil pessoas circularam pelos palcos montados nas praças da Liberdade, JK e Estação.

Os shows

 

O show de Ney Matogrosso, um dos mais aguardados do dia, reuniu menos 27 mil pessoas na Praça da Estação. Pontual, o cantor subiu ao palco às 19h30. Apesar de ser uma apresentação ao ar livre, o show foi o mesmo que faz em teatros: com painéis de led, cenário e troca de figurino.

 

Na Praça JK, o grupo pernambucano Nação Zumbi cantou músicas do novo CD e clássicos da banda, ao lado do rapper BNegão. "Ele é nosso amigo. Sempre cantamos juntos", afirmou o baixista do Nação, Dengue. O público dançou e cantou junto todo o show. Composições de Chico Science estavam na ponta da língua dos fãs do manguebeat.


A paraibana Elba Ramalho transformou a praça da Estação em pista de dança com direito a quadrilha. A cantora homenageou o rei do Baião, Luiz Gonzaga e emendou clássicos do estilo. Ela contou ainda com a participação especial da paulista Mariana Aydar.


Na Praça JK, Karina Buhr interpretava clássicos dos Secos e Molhados. Performática, ela fez referência à corporalidade de Ney Matogrosso. Lançado no período em que o Brasil enfrentava a ditadura militar, o álbum revelou o cantor e vendeu mais de um milhão de cópias.



O encontro de Fernanda Takai e Samuel Rosa, dois nomes de peso da música mineira, também foi destaque. No show, Takai centrou o repertório no novo disco solo, Na Medida Do Impossível, lançado no primeiro semestre deste ano. Samuel levantou o público com Resposta, sucesso do Skank. Takai relembrou o clássico Sobre o Tempo.

À tarde, o público na Praça JK fez uma viagem pela diversidade de ritmos das regiões brasileiras. Da rebeca do pernambucano Siba para a guitarra do paraense Felipe Cordeiro. Sua música, que recebe influências do carimbo e da guitarrada, colocou o público para dançar. A tradição do Norte encontrou-se com os clássicos do samba na voz da mineira Dona Jandira.

O público recebeu com carinho a sambista. É o caso da paisagista Teresa Barreto, de 60 anos, que  encontrou um lugar à sombra para assistir ao show. Ela e as amigas trouxeram de casa banquinho para se sentarem nos intervalos. "Gosto demais de participar de eventos como esse", afirma.


Euler Junior/EM/D.A/Press
Juntos no palco, o paraense Felipe Cordeiro e a mineira Dona Jandira (foto: Euler Junior/EM/D.A/Press)
"As pessoas falam muito em tradição, em raiz, mas é na contradição que a música brasileira cresce, é poderosa e diria que é a melhor do mundo quando assume as contradições", disse Felipe Cordeiro, em entrevista, após o show. Sobre sua relação com a capital mineira, o músico disse que a experiência tem sido marcante. "É a terceira vez que eu venho esse ano, já fiz muitos amigos, adoro BH". 


O coletivo paulista 5 a seco levantou o público. Em cerca de 1h15 de show o quinteto apresentou as músicas de Policromo, o primeiro disco gravado em estúdio. "Foi tudo de bom. Só faltou cantar Tatame", protestou a professora Lauriene Ferreira. "A alegria deles é contagiante. Interagiram o tempo inteiro" conta ela que curtiu tudo da primeira fila.


Pela manhã, o clima na Praça da Liberdade era de inverno europeu: céu azul, brisa fresca, piquinique no gramado, crianças correndo e brincando e casais de namorados comemorando a vida. Os visitantes foram atraídos pelo festival Natura Musical que, em sua quarta edição, pela manhã ofereceu às crianças um show de Érika Machado e um espetáculo do Giramundo.

Leandro Couri/EM/ DA MG
Pela manhã, o Festival ofereceu às crianças um show de Érika Machado e um espetáculo do Giramundo (foto: Leandro Couri/EM/ DA MG)

MAIS SOBRE MÚSICA