Diego Faria traz o gênero do Velho Oeste a Belo Horizonte, no CCCP

"Nossas letras falam de estar sozinho nas viagens, das dificuldades que a gente encontra para viver de música", detalha o músico que se apresenta no domingo

por Estado de Minas 03/01/2014 11:00

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Pedro Gontijo/Tino Cultural/divulgação
(foto: Pedro Gontijo/Tino Cultural/divulgação)

Willie Nelson, astro do country americano, já cantou seu amor pela estrada e o desejo de estar “on the road again”. Johnny Cash, outro ídolo dos EUA, e o compositor Ennio Morricone também serviram de inspiração para Diego Faria, de 30 anos, criar Bronnco Billy e os Mangas Coloradas – performance embalada pelo mito do Velho Oeste norte-americano.

“O projeto é estrangeiro na estética e brasileiro na ideia. Nosso foco é o country rock de Elvis e de Jerry Lee Lewis, por exemplo, mas também há releituras de clássicos ingleses e norte-americanos”, conta Diego. Bronnco Billy reúne um bando de amigos, que se alternam para formar os Mangas Coloradas. Eles usam gaita, violão, banjo e pedal steel – aquela guitarra tocada com bastão de metal. O repertório traz clássicos e canções autorais.

“Nossas letras falam de estar sozinho nas viagens, das dificuldades que a gente encontra para viver de música. O visual western é pano de fundo para a gente cantar as questões essenciais da vida”, revela Diego, atração do CCCP no domingo.

Clássicos do faroeste ilustram o cenário do show. “A ideia é fazer as pessoas se sentirem nos saloons do Velho Oeste. Elas podem sentar e até curtir a música sozinhas”, explica Diego, que costuma se vestir como um típico caminhoneiro americano. O nome do projeto remete a índios e cowboys. Do cinema veio Bronco Billy, personagem interpretado por Clint Eastwood. Já Mangas Coloradas surgiu em homenagem ao chefe da nação apache. “Misturamos uma realidade inventada com o que já existiu”, brinca Diego.

O projeto foi criado em 2011. Diego Faria tem 18 anos de estrada e é vocalista do Balão Vermelho, grupo cover da banda de Frejat e Cazuza. “São coisas bem diferentes. O Balão abriu caminho para essa proposta autoral e trouxe contatos. Fernando Guimarães, guitarrista do Barão Vermelho, já tocou com a gente”, conta o músico.

Sem pressa de lançar CD, o grupo trabalha para que o público se familiarize com o seu som. “Queremos que as pessoas prestem atenção nas letras. Uma das ideias é testar arranjos para que as canções criem identidade com a plateia”, explica Diego.

Aliás, essa conexão já está rolando. “Simon e Garfunkel têm uma canção chamada 'The boxer'. Nos shows, sempre vem alguém relembrá-la por meio dos lalalás do refrão. A gente toca e o pessoal adora”, revela Broncco Billy.

 

BRONNCO BILLY E OS MANGAS COLORADAS
CCCP. Rua Levindo Lopes, 358, Savassi, (31) 3582-5628. Domingo, às 20h30. A casa abre às 18h. R$ 15. 

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