Ao longo dos últimos meses houve todo tipo de sugestão. Um fã disse, por exemplo, que na hora de 'Give peace a chance' o público deveria empunhar a bandeira da Coreia do Norte. “A gente sabe que Paul é engajado, mas também não é tanto assim. Além do mais, não sabemos como ele se posiciona nessa confusão”, diz Luísa. Teve também quem sugerisse uma coreografia. “São coisas difíceis de colocar em prática, e não daria para todo mundo participar”, continua ela.
A campanha, que conta com seis organizadores, entrou no ar em novembro de 2011, logo depois que Ringo Starr fez show no Chevrolet Hall. No decorrer deste ano e meio, além de movimentar as redes sociais, a “Paul, vem falar uai” também organizou shows de bandas cover e apoiou outros eventos de beatlemaníacos. Fez centenas de camisetas com sua marca, que serão usadas neste sábado.
Ganhou tanta força que a iniciativa está sendo apoiada por outras campanhas do gênero, como “Paul McCartney no Mineirão 2013 – Nessa torcida eu vou!”, página criada em julho de 2012 no Facebook por Márcia Francisco. Hoje conta com pouco mais de 600 integrantes. Desde que o show foi anunciado, ela vem atualizando constantemente a página com informações sobre o evento. Também criou uma marca, que traz imagem do Beatle tomando café e com um prato de pão de queijo. O sucesso foi tanto que ela mandou fazer camisetas com a imagem, todas já vendidas.
Ao longo do tempo, Márcia recebeu todo tipo de mensagem: desde pedido de emprego no show, discos de outros artistas e fotos com o próprio Paul. “É assim que você percebe o carinho dos fãs”, diz ela, que teve um contato rápido, mas marcante, quando o inglês esteve no Brasil, em maio de 2011, para show no Engenhão, no Rio de Janeiro. Márcia esteve no Copacabana Palace, onde Paul se hospedou na época, e na hora que ele deixou o hotel para ir para o estádio o viu em rápida passagem pelo foyer, onde se aboletou ao lado de dezenas de fãs. “Na hora em que o vi estava tão emocionada que o que veio na minha cabeça foi um “God bless you, Paul” (Deus te abençoe, Paul). Ele se virou, fez uma reverência, e disse: ‘Thank you, bless you too’.”