BDMG Instrumental premia correntes diversas da música instrumental

Os músicos Leo Eymard, Lucas Telles, Pablo Passini e Rafael Macedo foram destacados como artistas da nova geração; eles vão fazer shows em Belo Horizonte e em São Paulo

por Eduardo Tristão Girão 30/04/2013 08:39

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Élcio Paraíso/Divulgação
O guitarrista Pablo Passini, um dos premiados, com o contrabaixista Fredercio Heliodoro (foto: Élcio Paraíso/Divulgação)
Vertentes variadas da música instrumental mineira foram contempladas na 13ª edição do Prêmio BDMG Instrumental, realizado no fim de semana passado no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte. A premiação, na noite de domingo, revelou os nomes de Leo Eymard (violão), Lucas Telles (violão), Pablo Passini (guitarra) e Rafael Macedo (piano). Cada um recebeu R$ 9 mil e terá a oportunidade de mostrar o próprio trabalho em dois shows, um na capital mineira e outro em São Paulo.

Também foram premiados o saxofonista Breno Mendonça (melhor instrumentista), o baixista Bruno Vellozo (melhor músico acompanhante) e, novamente, Rafael Macedo, que teve seu arranjo para 'Inútil paisagem' (de Tom Jobim), eleito o melhor. Também receberam prêmio em dinheiro (R$ 3,5 mil) os outros dois músicos selecionados para a grande final, Gustavo Figueiredo (piano) e Sérgio Danilo (saxofone). No total, 12 concorrentes passaram pelo palco do Teatro Sesiminas.

Só podem participar músicos mineiros ou que residam no estado há pelo menos dois anos. Foi por essa segunda condição que um fato inédito na história do prêmio ocorreu: um estrangeiro, o argentino Pablo Passini, sagrou-se vencedor. Além disso, músicos que já ganharam o prêmio precisam esperar cinco anos se quiserem concorrer novamente e, nesse caso, encaixou-se Rafael Macedo, vencedor de 2006. Houve pouco mais de 40 inscritos.

Se nas primeiras edições do prêmio a maioria dos participantes era de veteranos (Celso Moreira, Ezequiel Lima, Cléber Alves etc.), nas mais recentes observa-se que o perfil dominante é mais jovem, com músicos em torno dos 30 anos. Além disso, foram representadas escolhas estéticas diferentes, a exemplo do que ocorreu no ano passado. Enquanto Leo e Lucas baseiam-se em elementos brasileiros tradicionais para construir suas composições, Pablo e Rafael optaram por linguagens mais jazzísticas e contemporâneas.

Os demais concorrentes do prêmio foram André Rocha (violão), Expedito Andrade (guitarra), Vinícius Bastos (piano), Júlio Curi (guitarra), Samy Erick (violão e guitarra) e Hugo Guedes (violão e baixo). Divididos em apresentações sexta e sábado, cada um teve 25 minutos para tocar duas músicas autorais e um arranjo de própria autoria para um clássico da MPB. Selecionados por comissão julgadora formada por músicos, produtores culturais e jornalistas, os seis melhores se apresentaram de novo no domingo.

“Há uns três anos venho colocando pelo menos uma música minha nos meus shows, mas nunca fiz um só com elas”, afirma Lucas Telles, de 24 anos. Para o show que fará em Belo Horizonte, pensa em convidar o saxofonista Proveta ou um acordeonista. “Sopro é um timbre que não tenho no grupo e que enriquecerá nossa sonoridade”, justifica. Na apresentação do prêmio, ele contou com Luísa Mitre (piano), Lucas Ladeia (cavaquinho), Kiko Mitre (baixo acústico) e Abel Borges (percussão).

Para o baixista Bruno Vellozo, ter sido eleito melhor músico acompanhante do prêmio foi uma surpresa: “O nível foi alto e concorri com muita gente consagrada, que cresci escutando, incluindo professores meus, como o baixista Pablo Souza e o baterista André “Limão” Queiroz. Era um jovem no meio de gigantes”, conta ele, que também tem 24 anos. Atualmente, toca com artistas como Sergio Danilo, Carol Serdeira e a banda Senta a Pua!, além de colaborar ocasionalmente com Toninho Horta.

MAIS SOBRE MÚSICA