Humberto Martins e Antonio Calloni gravam as primeiras cenas de Escrito nas estrelas

Eles vão interpretar os doutores Ricardo e Vicente

16/03/2010 11:39
Fábio Guimarães/TV Globo
Humberto Martins suja as mãos com sangue cenográfico... (foto: Fábio Guimarães/TV Globo)
Luvas, máscaras, tesouras ensanguentadas, gazes e enfermeiros para todos os lados. A impressão que se tem ao entrar no set de gravação de Escrito nas estrelas, a próxima novela das seis, que estreia em abril, é a de adentrar uma verdadeira sala de cirurgia. E quase irreconhecíveis dentro do figurino de médico, com direito até a sapatos de borracha, chegam ao estúdio os dois grandes doutores da trama: Ricardo (Humberto Martins), dono de uma clínica de reprodução assistida, e seu fiel escudeiro Vicente (Antonio Calloni).

“Ricardo é duro na queda. Vai até o fim para chegar aonde a paciente deseja. Mas, apesar de tudo, ele não é feliz. É inseguro na vida”, conta Humberto, que perderá o único filho, Daniel (Jayme Matarazzo), logo nos primeiros capítulos da trama e escolherá uma mulher para ser mãe de seu neto, já que o finado deixou espermatozoides congelados.

Concentrados, os atores, que já fizeram as primeiras gravações em estúdio, pegaram os últimos detalhes com uma médica de verdade, Carolina Martins, que acompanhou as cenas. Ela, inclusive, sujou as mãos de Humberto com sangue fictício. Só então eles iniciaram a complicada cirurgia de trompa numa paciente. Além de participar da operação com Ricardo e a doutora Fernanda (Simone Soares), Vicente precisou tomar notas. A preocupação dele é que o embrião continue vivo. “A função principal de Vicente na trama é unir a ciência à espiritualidade. Isso me atraiu no papel. Ele é bem-humano, do bem, totalmente diferente do meu último personagem (o César, de Caminho das Índias)”, compara Calloni. “

Acostumado aos jalecos


Esta não é a primeira vez que Humberto Martins veste um jaleco. Em Quatro por quatro, exibida em 1994, o ator deu vida ao bom moço Bruno, que trabalhava num pronto-socorro. E em Beleza pura, de 2008, ele foi Renato Reis, um inescrupuloso cirurgião plástico. Com tantos laboratórios, fica até mais fácil interpretar o esterileuta Ricardo, profissional que trabalha numa clínica de fertilidade.

“É importante falar o texto naturalmente, como se estivesse pedindo qualquer coisa, uma água”, explica Humberto, de 48 anos, 23 de profissão: “A roupa de médico realmente ajuda, mas aprendi a dominar o organismo para entrar na cena. A respiração, o frio na barriga, a voz. Se estiver tudo lá dentro, funciona. “

CARÁTER

Com um pouco da ambição de Renato, que gostava de poder e dinheiro, mas com o bom caráter de Bruno, o atual personagem de Humberto acaba ficando entre os dois. “Ele é educado e profissional, mas por outro lado é um cara duro e com certa arrogância. Terá grandes embates com o filho que é um idealista”, conta.

Mas ao lado do veterano entre os jalecos, está o calouro Calloni, que nunca havia vivido um médico em sua carreira. O que não o deixa em desvantagem já que ele tem um segredo para tornar o complicado vocabulário natural: “Tenho uma fé cênica inabalável. Crio a ilusão de que aquilo tudo é verdade. Além disso, tenho visto muitos seriados médicos. Mesmo assim, fico apreensivo.”

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