Confira os artistas brasileiros que morreram de COVID-19

País perdeu talentos de todas as áreas da cultura e alguns dos maiores nomes da literatura, da TV e da música, infectados pelo novo coronavírus

Fernanda Gomes* 31/12/2020 04:00
O ano de 2020 termina deixando um rastro de luta, sofrimento e persistência no mundo das artes. Apenas no Brasil, mais de 192 mil pessoas morreram devido a complicações causadas pela COVID-19. À lista dos mortos se juntam grandes da cultura brasileira, cujas obras permanecerão na memória e no coração de seu público. 

O compositor Aldir Blanc, o escritor Sérgio Sant’Anna, a atriz Nicette Bruno, o artista plástico Abraham Palatnik são alguns dos artistas que, infelizmente, se despediram da cena artística e da vida neste ano. 

A seguir, uma relação das vítimas do vírus no campo das artes no Brasil. 

» Paolo Peluso 
(28 de dezembro) 
O chef belo-horizontino de 41 anos era um dos nomes em ascensão na cena gastronômica na capital mineira. Com seu Anella Ristorante, na região da Pampulha, dedicado à comida italiana, conquistou prestígio entre os pares e um público fiel. Paolo ficou cerca de 25 dias internado, mas não resistiu às complicações causadas pelo vírus. 
 
» Carlos Di Holanda 
(25 de dezembro) 
Artista visual e escritor, gostava de experimentar técnicas diversas em suas obras. Produziu obras em aquarela, acrílica sobre tela, carvão e pintura digital. Estava com 58 anos.
 
» Matheus 
(22 de dezembro) 
O cantor Edilson da Silva Rodrigues, de 57 anos, que adotou o nome artístico de Matheus, formava dupla com o irmão Lucas. Os dois começaram a carreira em Presidente Prudente (SP), há mais de 25 anos, e conquistaram sucesso entre o público do sertanejo. O cantor começou a apresentar sintomas da doença ao voltar de uma viagem a Portugal, neste mês. 

» Nicette Bruno 
(20 de dezembro) 
 
Lenise Pinheiro/Divulgação
(foto: Lenise Pinheiro/Divulgação)
A atriz Nicette Bruno morreu aos 87 anos, tendo uma vasta obra em teatro, cinema e TV, assim como uma legião de admiradores. Somente na TV Globo, da qual era contratada desde 1981, ela participou de 39 produções. Também na emissora carioca, entre 2001 e 2004, deu vida a Dona Benta, a querida avó da Emília, no Sítio do Pica Pau Amarelo.

Sua carreira começou aos 4 anos, no programa infantil de Alberto Manes, na Rádio Guanabara. Aos 9, subiu ao palco pela primeira vez, junto com a Associação Cristã de Moços. Tendo feito parte também do Teatro Universitário, comandado por Jerusa Camões, e do Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno.
Aos 14, foi premiada como atriz revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais, por sua interpretação de Ornela, em A filha de Iório, de Gabriele D’Annunzio. E foi nos palcos que a atriz, aos 19 anos, conheceu o também ator Paulo Goulart, com quem se casou e teve três filhos: Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart. O casal ficou junto até 2014, quando Paulo morreu de câncer nos rins. 

» Christina Rodrigues 
(17 de dezembro) 
A atriz morreu aos 57 anos, enquanto esperava a liberação de um leito em uma unidade de CTI no Rio de Janeiro. Integrante do elenco do Zorra, Christina ficou conhecida também pelas participações que fez em novelas da Globo, como Segundo sol (2018), Malhação (2014), Além do Horizonte (2013) e Beleza pura (2008).  

» Paulinho 
(14 de dezembro) 
Rodrigo Balentani/Divulgação
(foto: Rodrigo Balentani/Divulgação)

O cantor Paulo César Santos, mais conhecido como Paulinho,contraiu o vírus em novembro, aos 68 anos, enquanto se recuperava de um transplante de medula óssea. Vocalista do Roupa Nova, foi um dos fundadores do grupo, que começou em 1970 com o nome Os Famks. Ao lado da banda, o cantor lançou 37 discos, 35 trilhas para novelas e vendeu cerca de 20 milhões de cópias.

» Ubirany Felix do Nascimento 
(11 de dezembro) 
O sambista, de 80 anos, foi um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal, na década de 1970, no Rio de Janeiro. Ubirany também criou o famoso “repique de mão”, que se tornou a marca do grupo de samba. Seu último trabalho foi uma participação no DVD Samba de verão, de Diogo Nogueira, previsto para ser lançado no verão de 2021. 

» Eduardo Galvão 
(7 de dezembro) 
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Depois de uma semana de internação em um hospital do Rio de Janeiro, o ator morreu de complicações da infecção, aos 58 anos. Eduardo Galvão participou de dezenas de produções na Globo, Record, Band, GNT e HBO. Entre as mais famosas estão O clone (Globo, 2001), Paraíso tropical (Globo, 2007) e Apocalipse (Record, 2017). Seu último trabalho na TV foi em Bom sucesso (Globo), no ano passado.

» Rodela
(3 de dezembro)
O humorista Luiz Carlos Ribeiro, de 66 anos, mais conhecido como Rodela, ficou famoso pelas inúmeras caretas que fazia nos programas de que participava. Ele estava há cerca de 30 anos na TV e participou de programas como Gugu e Show do Tom, na Record; e Programa do Ratinho e A praça é nossa, no SBT/Alterosa. 

» Simidão Bahia 
(26 de novembro) 
Julimar dos Santos Lima, mais conhecido no mundo da música como Simidão Bahia, morreu aos 50 anos. Ele morava em Minas Gerais desde 2001, quando se radicou em Alfenas, onde dava aulas de música em programas sociais municipais. Simão era percussionista profissional desde 1990 e integrou diversas bandas da região, como Aperê, Zullubaba, CracaJham, Kebrakeixo e Só Zoeira. 

» Louro Santos 
(23 de novembro) 
O cantor e compositor morreu aos 49 anos, depois de ficar aproximadamente 15 dias internado em um hospital em Recife. Louro ficou conhecido por compor forrós românticos, interpretados por Joelma, Saia Rodada e Calcinha Preta, entre outros. Ele também fez parte de bandas como Aveloz, Arretados do Forró e Forró da Malagueta. 

» Alex Lima 
(18 de novembro) 
O pagodeiro e sambista, de 38 anos, era bastante conhecido na Baixada Santista, litoral paulista, onde costumava se apresentar. 

» Jotinha 
(5 de novembro) 
O humorista baiano José Luiz Almeida da Silva, de 52 anos, mais conhecido como Jotinha, ficou famoso pelo tom de voz e o jeito debochado e bem humorado de falar. Ele tinha cerca de 1 milhão de seguidores no Instagram. Sua conta foi transformada em um memorial. 

» Parrerito 
(13 de setembro) 

Eduardo Borges, de 67 anos, conhecido como Parrerito, era a voz principal do Trio Parada Dura, onde estava desde a década de 1980. O cantor era diabético e, depois de se infectar, foi internado no fim de agosto, em Belo Horizonte. Ele morava com a família em Contagem, na Região Metropolitana de BH. 

» Eládio Perez-Gonzalez 
(13 de agosto) 
 Ramon Lisboa/EM/D.A.Press
(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A.Press)
Radicado no Rio de Janeiro, o cantor e professor de técnica vocal de 94 anos era uma figura presente no meio musical mineiro. Eládio Perez-Gonzalez oferecia cursos na Fundação de Educação Artística (FEA), em Belo Horizonte, e costumava se apresentar ao lado da pianista Berenice Menegale, que dirige a FEA. 

» Gésio Amadeu 
(5 de agosto) 
O ator mineiro morreu aos 73 anos, depois de ficar aproximadamente um mês internado com o vírus no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo. Gésio ficou famoso após interpretar o  Chefe Chico, na novela Chiquititas, em 1997, no SBT / Alterosa. Na Globo, trabalhou em produções como Sinhá Moça, nas edições de 1986 e 2006, e na série infantil Sítio do Pica Pau Amarelo. 

» Manoel Lobato 
(24 de julho) 
 O escritor mineiro morreu aos 94 anos, em Belo Horizonte, onde morava. Manoel Lobato publicou, entre outros, Contos de agora (1970), Os outros são diferentes (1971), A verdadeira vida do Irmão Leovegildo (1976) e O anjo e o anticristo (1991).

» Olímpio Pereira Neto 
(19 de julho)
Escritor e fundador da Academia Taguatinguense de Letras, estava com 84 anos.

» Léo Marrone 
(12 de julho)
Cantor sertanejo, nascido Leozimar Rodrigues Cavalcante. Morreu aos 37 anos.

» Antônio Bivar 
(5 de julho) 
O dramaturgo, ator, escritor e produtor morreu aos 81 anos, em um hospital de São Paulo, onde foi internado em junho. Antônio escreveu mais de 15 livros, entre romances, contos e biografia. E foi o responsável por textos marcantes do teatro nacional, como Alzira power, Cordélia Brasil e Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã. 

» Fernando Neves 
(26 de junho)
O ator era um dos principais nomes do teatro baiano e tinha mais de 60 anos de carreira, tendo atuado na TV, no teatro e no cinema. 

» Caio Michel 
Cardoso da Silva 
(22 de junho) 
Caio, de 30 anos, fazia parte da Orquestra Sinfônica de Teresina (OST), no Piauí.

» Sérgio Sant'Anna 
(10 de maio)
Chico Cerchiaro/Divulgação
(foto: Chico Cerchiaro/Divulgação)

Contista, romancista, poeta e professor, 78 anos. Conhecido pela experimentação formal, ele transitou e foi elogiado por seu trabalho em diversos gêneros, mas era celebrado principalmente como um dos grandes nomes do conto brasileiro. Mudou-se para Belo Horizonte em 1959 para cursar direito na UFMG.
Viveu 12 anos na cidade. De volta ao Rio de Janeiro, fez carreira como funcionário público no Tribunal do Trabalho. Também foi professor na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ficou até 1990. Nos últimos 30 anos, dedicou-se exclusivamente à literatura. Dentro das experimentações promovidas por San'Anna estava o diálogo com outras áreas, como as artes plásticas, o teatro e o cinema.
Entre seus livros mais conhecidos estão Confissões de Ralfo, Um crime delicado, O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro e O homem-mulher. Seu livro mais recente é Anjo noturno (2017). Recebeu vários prêmios, entre eles o Jabuti (em três ocasiões) e o Portugal Telecom.    

» Jorge Freitas 
(13 de junho)
Cantor e compositor, 59 anos. Era considerado um dos grandes nomes da música regional no Rio Grande do Sul. 

» Dulce Nunes 
(4 de junho)
Atriz, cantora e compositora, 90 anos. A carreira de Dulce foi lançada com Pobre menina rica (1964), trilha do musical homônimo de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes. Na mesma década, lançou dois álbuns solo e participou do cultuado Os afro-sambas (1966), disco de Baden Powell e Vinicius de Moraes, no qual gravou Tristeza e solidão.
» Fabiana Anastácio 
(4 de junho)
Cantora gospel, 45 anos. Gravou canções como O grande eu sou, É tudo dele, Deixa comigo e Adorarei'.

» Miss Biá 
(3 de junho)
Nascido Eduardo Albarella, 80 anos. Uma das primeiras drag queens do país, popular na noite paulistana. Foi maquiadora de Hebe Camargo e costumava imitar a apresentadora em suas performances.

» Evaldo Gouveia 
(29 de maio)
Cantor e compositor, 91 anos. Autor de canções como Sentimental demais e O mundo melhor de Pixinguinha, foi gravado por Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Alaíde Costa e Maysa. Também fez parte do Trio Nagô, ao lado de Mário Alves e Epaminondas Souza.

» David Corrêa
(10 de maio)
Cantor e compositor, 82 anos. Portelense, compôs sete dos sambas-enredo premiados da escola, como Pasárgada, o amigo do rei, Macunaíma, herói da nossa gente, Hoje tem marmelada e Meu Brasil brasileiro.

» Abraham Palatnik 
(9 de maio)
Artista cinético, pintor e desenhista, 92 anos. Considerado um dos pioneiros da chamada arte cinética (que combina luz e movimento) no Brasil, expandiu os caminhos das artes visuais ao relacionar arte, ciência e tecnologia. Filho de judeus russos, se mudou na infância para a região que hoje corresponde a Israel. Mais tarde, em Tel Aviv, estudou física e mecânica numa escola técnica.

Conciliou a especialização em motores a explosão com aulas de arte e a vivência em ateliês de pintura e de escultura. De modo criativo, e ao longo de 70 anos de carreira, desenvolveu maquinários com experimentações artísticas e estéticas diversas. Foi um dos criadores do Grupo Frente, em 1954, ao lado de nomes como Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Lygia Clark e Mário Pedrosa.

Participou de 100 exposições no Brasil e no exterior. Tem obras em coleções do Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM, e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

» Carlos José 
(9 de maio) 
Famoso por suas composições românticas, morreu aos 85 anos, em um hospital no Rio de Janeiro. É autor de Esmeralda, Doralice e Celina. Em 2015, lançou o disco Musa das canções, ao lado do irmão Luiz Cláudio Ramos. O disco contou com a participação Chico Buarque e Jerry Adriani. 

» Jesus Chediak 
(8 de maio)
Ator, roteirista, jornalista e diretor, 78 anos. Escreveu os roteiros de Os viciados (1968) e Banana mecânica (1974) e dirigiu o documentário Parto para a liberdade: Uma breve história de Pedro Aleixo (2014). Era diretor de cultura da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

» Daisy Lúcidi 
(7 de maio)
Atriz e radialista, 90 anos. Pioneira das radionovelas, chegou à TV nos anos 1960. Participou de novelas como Supermanoela, Geração Brasil e Passione.

» Ciro Pessoa 
(5 de maio)
Cantor, compositor e escritor, 62 anos. Foi um dos fundadores da banda Titãs e autor de Sonífera ilha, primeiro hit do grupo paulistano e de Toda cor e Homem primata. Nunca chegou a gravar com os Titãs, pois deixou o grupo dois anos antes do primeiro álbum da banda ser lançado. Ainda integrou os grupos Cabine C e Flying Chair, além de ter lançado dois discos solo.

» Aldir Blanc 
(4 de maio)
Alaor Filho/Agência Estado
(foto: Alaor Filho/Agência Estado)

Letrista, poeta e compositor, 73 anos. Considerado um dos melhores letristas do país, seu estilo é o de cronista urbano. Em boa parte de suas letras utiliza um tom jocoso para descrever histórias corriqueiras. Compositor desde os 18 anos, escreveu cerca de 600 canções, entre samba, choro, valsa, baião, bolero, fox, frevo. A maior parte delas foi gravada. Entre seus intérpretes estão Elis Regina, Clara Nunes, Gilberto Gil, Chico Buarque, Edu Lobo, Nana Caymmi, Leila Pinheiro.

Teve vários parceiros: Moacyr Luz, Cristóvão Bastos, Maurício Tapajós e Guinga. Mas a parceria mais notável e prolífica foi com o mineiro João Bosco. A dupla é autora de canções marcantes como O bêbado e o equilibrista, O mestre-sala dos mares, Dois pra lá, dois pra cá, Kid Cavaquinho, Incompatibilidade de gênios e Transversal do tempo.

Graduado em medicina, com especialização em psiquiatria, pouco exerceu a profissão, que abandonou no início dos anos 1970. Nascido no Bairro do Estácio, fez da Tijuca seu lar – tinha fobia social, e nas últimas décadas pouco saía de casa. Era chamado de Bardo da Tijuca.

» Andinho 
(27 de abril)
Anderson da Silva Dias era diretor de bateria da escola de samba Unidos da Porto da Pedra.

» Ricardo Brennand 
(25 de abril)
Empresário e colecionador de arte pernambucano, 92 anos. Fundou, em 2002, o Instituto Ricardo Brennand, espaço que agrega a maior coleção mundial do pintor holandês Frans Post, o primeiro paisagista das Américas e também o primeiro a se debruçar na paisagem brasileira. O espaço ainda abriga um dos maiores acervos de armas brancas do mundo, com 3 mil peças, entre elas 27 armaduras medievais.

» Nino Voz 
(24 de abril)
Cantor, acompanhava o grupo Balão Mágico durante a turnê revisionista que foi interrompida devido ao início da pandemia.

» MC Dumel 
(16 de abril)
Funkeiro, nascido Diego Albert Silveira Santos, 28 anos. Fundou a produtora T-Music Brasil, responsável pela banda Beat Brasil e por DJ Cretino e MC Ravena.

» Deison Freitas 
(7 de abril)
Cantor, compositor, instrumentista e youtuber, 34 anos. Lançou um único álbum, Primeira página (2014). No YouTube se popularizou ao interpretar canções de Cazuza, Beatles e Wilson Simonal.

» Daniel Azulay 
(27 de março)
TV Rá-Tim-Bum/Divulgação
(foto: TV Rá-Tim-Bum/Divulgação)

Escritor, desenhista e artista plástico, 72 anos. Foi muito popular entre crianças que cresceram entre os anos 1970 e 1980 graças ao programa educativo Turma do Lambe Lambe. Muito antes de virar moda, Azulay já se dedicava a mostrar aos pequenos a importância da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente.

» Naomi Munakata 
(19 de março)
Maestrina, 64 anos. Foi regente titular do Coral Paulistano, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado e regente do Coro da Osesp, onde atuou por 20 anos.

» Martinho Lutero Galati 
(17 de março)
Maestro, 66 anos. Criou a Rede Cultural Luther King, em São Paulo, a Associação Cultural Tchova Xita Duma, em Maputo, Moçambique, e o Coro Cantosospeso em Milão, Itália. Era presidente da Associação Brasileira de Regentes de Corais. 

*Estagiária sob a supervisão da editora Silvana Arantes
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