Réveillon da Alterosa na Pampulha: mapa mostra detalhes da festa

Tudo sobre a grande virada na orla da Lagoa, considerado o réveillon oficial de Minas

por Ana Clara Brant 28/12/2018 08:00
Leandro Couri/EM/D.A Press
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)



Há quase três décadas, o céu de Belo Horizonte se colore na hora da virada. O motorista de ônibus aposentado Sílvio Chaves Freitas, de 64 anos, faz questão de bater ponto na Pampulha para conferir o espetáculo. Faça chuva ou sol, o morador do Bairro Capitão Eduardo não deixa de passar o réveillon na beira da lagoa e assistir ao show de fogos promovido pela TV Alterosa.

Leandro Couri/EM/D.A Press
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

“Dá sorte virar o ano ali. A energia é outra, sem contar que os fogos são lindos. Eles formam desenhos de vários objetos e duram muito tempo. Só não consegui ir até a Pampulha uma vez, mas fui para o ponto mais alto próximo do meu bairro só pra ver tudo lá do alto”, revela.

No início, Sílvio costumava ir à orla com a esposa, Maria Rodrigues, de 64, e os filhos. Com o tempo, o casal passou a contar com a companhia dos netos e dos bisnetos. “Começamos cedo (risos). Por isso a família ficou grande assim. A gente costuma sair antes das 19h para não pegar trânsito e poder achar uma posição privilegiada, pois fica muito cheio lá”, conta ele. “Tiramos até par ou ímpar, pois não cabe todo mundo no carro. Levamos a nossa comida e a nossa bebida. Fazemos a festa ali mesmo na Pampulha. Não poderia ter cenário melhor para receber o novo ano”, comenta Sílvio Freitas.

Considerado o réveillon oficial de Minas, o Show de Fogos da Alterosa promete levar alegria e cor para a virada, momento de fazer planos para o próximo ano. Além disso, é uma forma de reforçar a presença da emissora na vida dos mineiros, afirma Vércia Oliveira, gerente de eventos dos Diários Associados, grupo ao qual pertencem a TV Alterosa e o Estado de Minas.

“Buscamos sempre uma visão diferente para que possamos demonstrar todo o nosso amor por Minas Gerais. Nós nos empenhamos para que a queima de fogos da Alterosa seja ainda mais bela a cada ano. É um momento de emoção e de esperanças renovadas”, destaca Vércia.

PRAÇA DO PAPA
A primeira festa ocorreu em 1990, na Praça do Papa, no Bairro Mangabeiras. Já no segundo ano o evento foi transferido para a Pampulha, cartão-postal da capital e patrimônio cultural da humanidade. Desde então, tornou-se a maior queima de fogos embarcada em lagoa do Brasil.

A chegada de 2019 será saudada com fogos detonados a partir de quatro balsas distribuídas no espelho d’água da lagoa, entre a Igreja São Francisco de Assis e o vertedouro. Serão estourados cakes, candelas e morteiros de até oito polegadas.

O espetáculo de luzes e cores vai durar cerca de 12 minutos. Os efeitos foram escolhidos especialmente para o réveillon. O público terá quatro pontos estratégicos para assistir à festa: vertedouro, Praça de Iemanjá, Casa do Baile e a praça em frente à Igreja São Francisco de Assis. Todos contarão com reforço de iluminação, banheiros químicos, serviço médico, segurança e comercialização de alimentos e bebidas.

 

Cuidados com o patrimônio

Anualmente, a TV Alterosa promove campanha voltada para os moradores da orla da Pampulha com o objetivo de garantir que a festa seja um momento especial e sem transtornos, principalmente em relação ao trânsito. Há isolamento de prédios históricos (Museu de Arte da Pampulha, Casa do Baile e Igreja São Francisco de Assis).


A SLU providenciará uma equipe para a limpeza do local antes e depois da festa. Efetivos da Polícia Militar e do Batalhão de Trânsito atuam com policiamento ostensivo e montagem de bases comunitárias.
Na orla e imediações, a circulação de trânsito muda em 31 de dezembro. A TV Alterosa providenciará a instalação das faixas indicativas e a contratação de equipamentos de sinalização.


“O evento é apenas uma das formas de agradecer aos nossos telespectadores pela dedicação e presença. Realizar, há quase três décadas, o Réveillon da Alterosa – sem dúvida, um dos maiores eventos abertos ao público em Minas – é legitimar a capacidade de mobilização e valor público da emissora e dos Diários Associados”, conclui Vércia Oliveira.

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