A relação entre um jovem e um homem mais velho é narrada em flashbacks. Por vezes, aparentam ser pai e filho. Em outros momentos, levantam dúvidas se não seriam, na verdade, a mesma pessoa em idades diferentes. “Até que ponto podemos ultrapassar os limites padronizados de uma sociedade? Há embates, conflitos e depois tem um final que é surpreendente”, adianta Blat.
Mestre Para Nelson Yateba, estar em cena com Ricardo é motivo de muita alegria. Eles se encontraram na primeira peça que fez profissionalmente, em 2001, e depois o jovem ator fez uma série de cursos tendo o veterano como mestre.
Homens, santos e desertores é um espetáculo naturalista. “O texto é bem forte e a gente sublinha alguns momentos específicos para nos aproximarmos da plateia”, conta Yateba. Não há interação, apenas alguns olhares mais direcionados. “A gente acaba sendo um pouco o reflexo daquela galera. Não ficamos presos no palco. O público está o tempo todo atuando junto”.
Homens, santos e desertores estreou no Rio de Janeiro em 2012. Percorreu alguns festivais pelo país e, agora, começa a turnê graças ao Prêmio Myriam Muniz de Circulação.
HOMENS, SANTOS E DESERTORES
Domingo, às 18h e às 20h. Funarte MG. Rua Januária 68, Floresta,(31) 3214-3258. Entrada franca, com retirada de senha uma hora antes do espetáculo.