Para cada cidade, foi confeccionado um texto histórico, de autoria de Leonardo José Magalhães Gomes, apresentando as suas principais características históricas e culturais, e para cada local ou monumento foi elaborado um verbete com dados históricos, estilísticos ou autorais.
Altino Caldeira produziu quinze telas em formato grande em que afirma o aspecto lúdico e acentua detalhes inesperados da paisagem urbana pelos jogos de cores muito vivas e formas recriadas, que sugerem um universo inusitado, discernido no estereotipado emaranhado urbano pela visão especial do artista. Já o traço de José Octavio Cavalcanti se distingue pela precisão, minúcia e poiesis características, frutos de uma observação criativa que integra a capacidade de apreensão do universo urbano à chama da fantasia e da emoção.
As aquarelas de Júlia Bianchi retratam tanto paisagens urbanas amplas como edificações específicas e pequenos detalhes dos locais visitados, comprovando, por sua beleza e propriedade no tratamento dos motivos, a criatividade e versatilidade da artista e o domínio do meio de expressão por ela escolhido. Por outro lado, Roberto Marques define sua técnica de colagem como um “desenho com tesoura”, ou seja: primeiro, ele concebe as imagens no papel, para depois as recortar, usando tesouras ou, conforme a necessidade de precisão, bisturis cirúrgicos. Em seguida, elas são coladas e passam, assim, a compor os objetos, cenários, paisagens e personagens desejados.
Depois de BH, a mostra vai percorrer as demais cidades retratadas.
Olhares múltiplos sobre cinco cidades
Mostra com trabalhos de Altino Barbosa, José Octavio Cavalcanti, Júlia Bianchi e Roberto Marques. Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, Praça da Liberdade, 450. Até dia 14 de julho, de segunda a sexta (exceto terça-feira), das 9h às 21h. Entrada franca.