A mineira, que curiosamente nunca havia separado um tempo para conhecer o espaço, aproveitou e foi junto. Foi assim também com os chineses Wallace Wang e Kelvin Teo, acompanhados do americano Andrew Sprunger. “Passamos aqui antes de ir para o Mineirão. Será uma visita rápida”, disse Sprunger, na entrada do Memorial Minas Vale. “Vim pelo futebol e levo comigo grande impressão sobre os espaços culturais e a gentileza desta bela cidade. Obrigado de Buenos Aires”, escreveu o argentino Edgardo Navas, no livro de visitas do Centro de Cultura Popular da Cemig, também integrante do Circuito Cultural Praça da Liberdade.
Embora não haja números consolidados de todo o Circuito Cultural da Praça da Liberdade sobre o período da Copa, o movimento foi sensivelmente crescente. A média mensal de 60 mil visitantes já foi ultrapassada e, em maio, período pré-Copa, registrou-se o recorde de mais de 116 mil visitantes. A expectativa é chegar a 1 milhão até o fim deste ano.
“Está tendo Copa, né. Normalmente a gente espera um tipo de turista muito específico, consumidor, pouco preocupado com o lugar em que está. Tem sido muito diferente”, observa Lucas Pederneiras, recepcionista do CCBB. No tempo em que fica no hall de entrada do prédio histórico, atende o público em diversos idiomas, faz a contagem dos visitantes e ainda quebra o galho como fotógrafo dos turistas na suntuosa escada. “Tem sido uma Copa comunicativa, de uma forma muito legal. Parece que o problema da língua foi superado”, diz.
Que o diga o iraniano Mehrdadi Valinasab. “Achei tudo aqui original e autêntico. As pessoas querem preservar e promover a própria cultura”, surpreendeu-se o morador de Teerã. A calma dos cidadãos de Belo Horizonte também foi algo que marcou o visitante do Irã. “Vivo em uma cidade muito populosa e senti essa diferença aqui.” Valinasab estava ali para visitar o prédio e, de quebra, viu a exposição Resistir é preciso, sobre a resistência brasileira à ditadura militar.
“Achei a exposição muito interessante, mas a construção do prédio e suas cores chamaram mais minha atenção”, comentou o torcedor mexicano Alan Márquez no passeio pelo Memorial Minas Vale. Pensando em atrair principalmente o público que veio para os jogos, o espaço investiu em exposições temporárias tendo o futebol como tema.
Futebol: sonho e paixão, por exemplo, dá oportunidade aos visitantes de conhecer jogadas e grandes ídolos que fizeram a história do futebol em Minas Gerais, com os arquivos da revista O Cruzeiro e do jornal Estado de Minas. “Acho que deu muito certo. Pelo retorno que a gente tem, está gerando uma satisfação grande”, conta Wagner Tameirão, gerente do memorial. Ainda sobre o mesmo tema, estão disponíveis uma mostra com fotografias sobre os campinhos de futebol amador na periferia de grandes e pequenas cidades e outra exposição com variações em torno da camisa 10 da Seleção Brasileira.
No Centro de Arte Popular da Cemig está montada a exposição Brasil Indígena – Herança e arte, com fotos e peças de 22 das mais de 200 etnias indígenas ainda existentes no Brasil. Foi exatamente a mostra que atraiu o inglês Spencer Platter. Futebol parecia ser o que menos interessava a ele. Poucas horas antes da eliminada Inglaterra entrar em campo contra a Costa Rica no Mineirão, ele percorria o prédio restaurado na Rua Gonçalves Dias. “Pedi informações e gostei desse museu, porque moro na Austrália e tenho interesse em arte indígena”, comentou o turista. Ele recebeu atendimento praticamente personalizado – e em inglês.
• NO CIRCUITO
» FUTEBOL: SONHO E PAIXÃO
Homenagem ao futebol-arte de todos os tempos. Memorial Minas Vale. Terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Quintas, das 10h às 21h30 com permanência até as 22h. Domingos, das 10h às 15h30 com permanência até as 16h.
» RESISTIR É PRECISO
Exposição que marca os 50 anos do início da ditadura militar no Brasil (1964-1985), com artes plásticas, obras de fotojornalismo, videodepoimentos e documentação do período. CCBB. De quarta a segunda-feira, das 9h às 21h.
» BARROCO ITÁLIA BRASIL – PRATA E OURO
O encontro da suntuosidade da prata italiana e o esplendor do ouro brasileiro. Casa Fiat de Cultura. Terça a sexta, das 10h às 21h, sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h.
» BRASIL FUTEBOL CLUBE
Trabalhos de diversos fotógrafos brasileiros que retrataram os campinhos de futebol amador na periferia de grandes e pequenas cidades. Memorial Minas Vale. Terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Quintas, das 10h às 21h30 com permanência até as 22h. Domingos, das 10h às 15h30 com permanência até as 16h.
» BRASIL INDÍGENA – HERANÇA E ARTE
Objetos que revelam o modo de vida nas comunidades indígenas. Centro de Arte Popular – Cemig. Terças, quartas e sextas-feiras, das 10h às 19h. Quinta-feira, das 12h às 21h e, aos sábados e domingos, das 12h às 19h.
Futebol: sonho e paixão, por exemplo, dá oportunidade aos visitantes de conhecer jogadas e grandes ídolos que fizeram a história do futebol em Minas Gerais, com os arquivos da revista O Cruzeiro e do jornal Estado de Minas. “Acho que deu muito certo. Pelo retorno que a gente tem, está gerando uma satisfação grande”, conta Wagner Tameirão, gerente do memorial. Ainda sobre o mesmo tema, estão disponíveis uma mostra com fotografias sobre os campinhos de futebol amador na periferia de grandes e pequenas cidades e outra exposição com variações em torno da camisa 10 da Seleção Brasileira.
No Centro de Arte Popular da Cemig está montada a exposição Brasil Indígena – Herança e arte, com fotos e peças de 22 das mais de 200 etnias indígenas ainda existentes no Brasil. Foi exatamente a mostra que atraiu o inglês Spencer Platter. Futebol parecia ser o que menos interessava a ele. Poucas horas antes da eliminada Inglaterra entrar em campo contra a Costa Rica no Mineirão, ele percorria o prédio restaurado na Rua Gonçalves Dias. “Pedi informações e gostei desse museu, porque moro na Austrália e tenho interesse em arte indígena”, comentou o turista. Ele recebeu atendimento praticamente personalizado – e em inglês.
• NO CIRCUITO
» FUTEBOL: SONHO E PAIXÃO
Homenagem ao futebol-arte de todos os tempos. Memorial Minas Vale. Terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Quintas, das 10h às 21h30 com permanência até as 22h. Domingos, das 10h às 15h30 com permanência até as 16h.
» RESISTIR É PRECISO
Exposição que marca os 50 anos do início da ditadura militar no Brasil (1964-1985), com artes plásticas, obras de fotojornalismo, videodepoimentos e documentação do período. CCBB. De quarta a segunda-feira, das 9h às 21h.
» BARROCO ITÁLIA BRASIL – PRATA E OURO
O encontro da suntuosidade da prata italiana e o esplendor do ouro brasileiro. Casa Fiat de Cultura. Terça a sexta, das 10h às 21h, sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h.
» BRASIL FUTEBOL CLUBE
Trabalhos de diversos fotógrafos brasileiros que retrataram os campinhos de futebol amador na periferia de grandes e pequenas cidades. Memorial Minas Vale. Terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Quintas, das 10h às 21h30 com permanência até as 22h. Domingos, das 10h às 15h30 com permanência até as 16h.
» BRASIL INDÍGENA – HERANÇA E ARTE
Objetos que revelam o modo de vida nas comunidades indígenas. Centro de Arte Popular – Cemig. Terças, quartas e sextas-feiras, das 10h às 19h. Quinta-feira, das 12h às 21h e, aos sábados e domingos, das 12h às 19h.