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“Construímos uma nação, mas ainda falta muito para chegar à situação digna para todos. Temos vitoriosos, mas individualmente”, pondera o fotógrafo. O “nó” do país continua sendo saúde, educação e segurança: a foto do edifício de luxo vizinho da favela paulistana é a imagem emblemática do Brasil. “Somos o país dos contrastes”, constata Boris Kossoy. Há maior conscientização política atualmente, mas ela ainda se mostra incapaz de tirar o Brasil de “situação nebulosa”, acredita ele.
O farto material reunido na mostra traz boas-novas. “Temos acervos fotográficos fantásticos. Há grande avanço do poder público e também de instituições privadas no sentido de compreender a enorme importância dos acervos documentais do Brasil”, comemora o curador. “Estamos mostrando cerca de 300 fotos, mas poderiam ser três mil”, brinca. Kossoy sonha em ver ainda mais aprofundado o processo de localização, recuperação e disponibilização de acervos. “Cada estado, cada município precisa buscar as origens da sua história também considerando o momento em que um fotógrafo carregando sua máquina passou por ali e registrou as situações que encontrou”, defende.
Vale a pena ver de novo
Um olhar sobre o Brasil tem como subtítulo “A fotografia na construção da imagem da nação”. São sete seções: Luzes sobre o império (1883-1889); Urbanidade, conflitos, modernidade (1889-1930); Ideologias, revoluções, nacionalismos (1930-1937); Autoritarismo, repressão, resistência (1937-1945); Industrialização, desenvolvimento, anos dourados (1945-1964); Tempos sombrios (1964-1985); e O reacender das luzes (1985-2003). Kossoy recomenda visitar a mostra mais de uma vez. “Embaixo de cada imagem há texto com micro-história que vale a pena ser lido, pois multiplica os significados da imagem”, justifica. Ele recomenda atenção às imagens de outras épocas, pois isso traz distanciamento para perceber conexões entre o econômico, o político e o social.
UM OLHAR SOBRE O BRASIL. A FOTOGRAFIA NA CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DA NAÇÃO
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Praça da Liberdade, 450, Funcionários, (31) 3431-9400. De quarta a segunda-feira, das 9h às 21h. Entrada franca. Até 28 de abril.