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Canções e texto se complementam. Ambos foram construídos a partir dos ensaios. “Muitas coisas da pesquisa o público pode não identificar. Tivemos o cuidado de amarrar a história do ponto de vista dramático”, explica Adyr Assumpção. Desde 2010 o grupo Rosa dos Ventos estuda temas relacionados à construção da identidade de um povo. A pesquisa inclui visita a igrejas e museus em busca de marcas do passado, tradições e costumes.
Para o diretor, 'Horizontinos: a cidade inventada' convida à celebração propiciada pelo teatro. “A peça resgata essa coisa prazerosa não apenas por meio da performance, mas pelas ideias que lá estão. Neste momento em que as pessoas têm ocupado as ruas de forma espontânea, mas quase compulsiva, a gente precisava ocupar o teatro com mais essa celebração. Era necessário refazer o pacto entre atores, diretores e público”, conclui o diretor.
CRIA DE TITANE
O grupo Rosa dos Ventos foi criado há oito anos com trabalho pautado pela pesquisa e pela experimentação. A companhia surgiu de oficinas de formação ministradas no Parque Lagoa do Nado pela cantora Titane e o dramaturgo João das Neves. O teatro dessa trupe mineira inclui música e dança como práticas coletivas a partir de elementos da cultura popular mineira, como congado e folia de reis.
HORIZONTINOS: CIDADE INVENTADA
Sexta-feira, às 20h30. Grande Teatro Sesc Palladium. Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada).