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Entre os destaques da 'Imagine Brazil', a presença de 18 obras (10 pinturas da série 'Deleuze/Corpo sem órgãos' e oito desenhos sobre radiografias) de Pedro Moraleida (1977-1999), que dá à mostra caráter especial, pois sinaliza consideração com a expressiva obra do artista, rica de significados. Moraleida morreu muito jovem e pela primeira vez é apresentado fora do Brasil. Luiz Bernardes, pai do artista, conta que o convite veio a partir de consulta dos curadores a artistas selecionados para a mostra. Cinthia Marcello citou o colega da Escola de Belas-Artes da UFMG. Luiz Bernardes enviou o material e os organizadores escolheram o que será apresentado.
“Para nós, da família, a presença das obras de Pedro na mostra significa reconhecimento da qualidade artística do trabalho e, ao mesmo tempo, grande abertura para a difusão do que ele realizou. É ainda a possibilidade de Pedro ser olhado de maneira nova no Brasil”, observa Luiz Bernardes, lembrando que o evento tem curadoria de pesquisadores importantes, e quer mostrar que a arte brasileira, hoje, é uma das mais importantes do mundo. A exposição tem programa de itinerância. Depois da Noruega, circulará pela França, Dinamarca, Portugal e chegará ao Brasil até 2015.
Catalogação
Herdar grande acervo de arte do filho, reconhece Luiz Bernardes, deixou muitos compromissos para a família. A primeira decisão foi abrir tudo, identificar, catalogar e documentar as peças, procurando sempre a melhor maneira de acondicioná-la. “Só então tivemos uma visão da extensão do trabalho”, recorda. Na dúvida sobre a qualidade do realizado e preocupado em não expor Pedro ao ridículo, foi formado grupo, com vivência no campo da arte, “que confirmou o valor artístico e nos disse que era algo inovador, forte e consistente”. Cuidou-se então de fazer a difusão da arte de Pedro Moraleida, com exposições, catálogos e incentivo ao estudo dela.
Tarefas nada simples, conta Luiz Bernardes, já que os trabalhos têm alto custo. “Deveria haver alguma política pública que apoiasse ações de organização de acervos quando famílias têm diante de si a situação que tivemos. É um trabalho de preservação da memória”, observa. “Belo Horizonte tem efervescência cultural que não encontra espaço institucional. O que se tem aqui é solidariedade. São pessoas lutando, individualmente, contra a corrente”, observa. Exemplifica com projeto interrompido do crítico e artista Márcio Sampaio de formar acervo da arte mineira.
Também na mostra
Integram ainda a exposição Jonathas de Andrade, Arrigo Barnabé, J. Borges, Sofia Borges, Rodrigo Cass, Adriano Costa, Deyson Gilbert, Fernanda Gomes, Milton Machado, Montez Magno, Maria Martins, Thiago Martins de Melo, Rodrigo Matheus, Cildo Meireles, Nimer Pjota, Mayana Redin, Gustavo Speridião, Tunga, Adriana Varejão, Caetano Veloso, Carlos Zilio.
O artista