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A história narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila isolada do mundo, cheia de encantos, governada pelo mago Cotrone. Os atores mambembes estão em declínio e miséria, por obsessão de sua primeira atriz, a Condessa Ilse, em montar A fábula do filho trocado – peça escrita por um jovem poeta que se matou por amor não correspondido pela condessa. Cotrone, o mago, começa a construir os fantasmas dos personagens que faltam para a companhia montar a peça. Ele convida os atores a permanecerem na vila, representando apenas para si mesmos a A fábula do filho trocado. Já Ilse insiste que a obra deve viver entre os homens, sendo representada para o público. A solução é sua apresentação para os chamados “gigantes da montanha”, povo que vive próximo da vila.
Como nas outras versões de Gabriel Villela, a peça aposta em belos cenários e na música interpretada ao vivo pelos atores. Para compor o repertório, foram selecionadas árias e canções italianas, popular e moderna, como Ciao amore e Bella ciao. Satisfeito com a repercussão, o ator Eduardo Moreira conta que a experiência tem sido impressionante. “Estar volta a BH se justifica porque muitas pessoas ou não conseguiram ver ou, por causa da grande quantidade de gente, assistiram de maneira precária.” Segundo ele, mesmo sendo um espetáculo concebido para a rua, funciona bem no teatro. “O caminho da rua para o palco é plenamente possível. O complicado é o contrário. Nesta nova versão a peça ganha a contemplação estética por causa dos recursos e da magia do teatro”, enfatiza.
Os gigantes da montanha
Sexta-feira e sábado, às 21h, e domingo, às 20h, no Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Lourdes
Classificação: livre
Duração: 80 minutos. Ingressos: R$ 50 (inteira)
Informações: (31) 3516-1360 ou no site Ingresso Rápido.
Livro e palco
Nascido em Agrigento (Sicília), em 1867, Luigi Pirandello achava a atividade teatral menos importante do que a trajetória como poeta (Mal jucundo), romancista (O falecido Matias Pascal) e contista (364 contos publicados). Mas foi como dramaturgo que ganhou projeção. Entre suas peças mais conhecidas estão Henrique IV e Seis personagens à procura de um autor, sobre a natureza da loucura e da identidade. Em 1934, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, por sua renovação e questionamentos sobre a arte cênica e dramática. Pirandello morreu em 1936.