Importantes teatros da capital, o Francisco Nunes e o Marília passam por restauro e modernização atendendo antiga reivindicação da classe artística, que fez deles palcos de resistência em momentos históricos, como a ditadura militar implantada em 1964.
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Tombado pelos patrimônios históricos municipal e estadual, o Chico Nunes, como se tornou carinhosamente conhecida a casa de espetáculos do Parque Municipal, vai ganhar novas cadeiras, ar-condicionado e tratamento acústico, além de reforma da caixa cênica, sistemas de som e luz modernizados, sala de aquecimento, camarins, bilheteria, banheiros, lanchonete e cozinha. O projeto prevê também a revitalização do jardim lateral.
Fruto de parceria público-privada entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a Unimed-BH, o restauro e a modernização do Chico Nunes estão orçados em R$ 10 milhões. Promete-se a manutenção dos atuais 529 lugares.
Parceria
A reforma do Teatro Marília, orçada em R$ 2 milhões, é produto da parceria da prefeitura com a construtora Caparaó. Elaborado pela arquiteta Michelle Ziade, o projeto começou pela revisão da rede elétrica. Este mês, as obras chegarão ao palco e à plateia.
Em janeiro, quando começa a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, o Marília voltará a funcionar. A segunda etapa das obras está prevista para o período de maio a dezembro. A fachada será recuperada e a acessibilidade merecerá atenção.
Além da reabertura do famoso Bar Stage Door, o Teatro Marília terá seu balcão reativado, ganhando 40 lugares, além de 23 na plateia. O número de cadeiras aumentará de 185 para 248.