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“Dou forma poética a temas existenciais difíceis, como a fragilidade da vida”, comenta Alfredo Nobel. As esculturas expressam momentos experimentados por ele, como problemas familiares e até a desilusão com instituições de arte.
O escultor decidiu se recolher ao ateliê para trabalhar. Nesse processo, viu-se às voltas com poemas de Augusto dos Anjos (1884 – 1914), autor de versos de tonalidade niilista. “Lendo Augusto dos Anjos, descobri que ele não fala da morte e de perdas. Ali há o princípio de esperança. Isso está meio oculto, ligado a acreditar em algo além da matéria, o que vale não só para nós, mas para as estrelas e o cosmos”, defende.
“Sou fiel à escultura e ao sofrimento humano”, resume o artista. Em sua obra é recorrente a construção, valendo-se do diálogo de materiais diferentes. Uma das referências para esse trabalho é o desenho, “só que desenhando melhor com cimento, argila e aço”, diz o autor. “Com matérias assim, expresso melhor o que sinto e penso”, conclui Alfredo Nobel.
EU E OUTRAS POESIAS
Trabalhos de Alfredo Nobel. Galeria de Arte da Faop, Rua Alvarenga, 794, Bairro Cabeças, Ouro Preto. De segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. Até dia 31.