Jornada Solidária Estado de Minas abre mostra com as 200 obras que serão leiloadas no dia 23

Evento tem renda revertida para creches e abrigos e beneficia 3 mil crianças

15/04/2013 08:09

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Beto Magalhães/EM/D.A Press
'Árvore', escultura em madeira, de José Bento (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press )
Arte e solidariedade de mãos dadas. Tem início nesta segunda-feira, para convidados, e terça para o público em geral, no Museu Inimá de Paula, exposição com 200 obras que irão a leilão, no dia 23, com renda revertida para a Jornada Solidária Estado de Minas. Na 13ª edição do evento, bienal, artistas, marchands e galeristas mineiros se unem para ajudar 17 creches e um abrigo da Grande Belo Horizonte. Ao todo, 3 mil crianças serão atendidas.

São gravuras, desenhos, aquarelas e esculturas de diferentes estilos e técnicas. Entre as obras doadas estão peças de artistas como José Alberto Nemer, José Bento, Yara Tupynambá, Fernando Velloso, Fernando Lucchesi, Chanina, Marcos Coelho Benjamin, Jayme Reis, Fernando Pacheco, Petrônio Bax e vários outros.

“Quem compra tem que pensar que além de estar ajudando tem também uma excelente oportunidade de adquirir uma obra de arte, pois elas estão a preços acessíveis. Colocamos o preço inicial a um terço do valor de mercado, então, é para todo o tipo de bolso. Se uma pessoa não puder comprar um óleo pode começar com uma gravura e ir, aos poucos, melhorando sua coleção”, afirma Lucienne Amantéa Ferreira, do Palácio dos Leilões, responsável pelo leilão. Os habitués do evento vão ter uma novidade nesta edição. Pela primeira vez, serão dois leiloeiros em cena: Cristiano Gomes Ferreira, do Palácio dos Leilões, e Errol Flynn Júnior, da Galeria Errol Flynn. “É um evento de suma importância porque o dinheiro realmente é bem aplicado”, afirma esse último.

Boa parte dos envolvidos com o leilão atua, há anos, na Jornada Solidária. Um exemplo é a galerista e crítica de arte Celma Alvim, da Minas Contemporânea, que participa desde a primeira edição. “Foi um bom leilão o primeiro, ainda que meio amador. Hoje, as doações passam pelo crivo dos galeristas. A cada edição ele foi se aperfeiçoando, e como a filosofia da jornada, mudou para melhor, com um fundo filosófico. Hoje, como os doadores veem que a renda está indo para um destino mais sólido, eles ficam mais motivados, assim como os arrematadores.”

Os artistas também reconhecem isso. “Espero que minhas contribuições ao longo desses anos, apesar de pequenas diante da dimensão do que vem sendo feito, possam ajudar nesse belo projeto”, afirma Fernando Velloso. Outro Fernando, Lucchesi, que está com duas peças no leilão, acrescenta que a ação solidária promovida pela jornada “é o que está faltando” no cenário atual. Por fim, mais uma veterana do evento, Yara Tupynambá, complementa, falando sobre a seriedade da ação: “Acho importante participar, pois é uma forma de transferir o dinheiro captado para quem precisa. Tenho recebido os relatórios e visto que a atuação é especialmente em creches.”

Beto Magalhães/EM/D.A Press
S/título, serigrafia sobre papel, de Antônio Poteiro (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)

Mudanças ao longo do tempo

Ao longo das décadas, a Jornada Solidária vem sofrendo grandes transformações. O início foi em 1965, de forma prosaica. O então diretor-geral dos Diários Associados em Minas Gerais, Paulo Cabral de Araújo, sugeriu ao diretor da extinta TV Itacolomi, José de Oliveira Vaz, que implantasse a cobrança de um pedágio na Av. Afonso Pena, em determinados dias. A arrecadação seria revertida para campanha em favor do menor carente de Belo Horizonte.

Hoje com perfil totalmente diferente, a Jornada Solidária Estado de Minas ganhou esse nome há uma década, quando passou a ser presidida por Nazareth Teixeira da Costa, que coordena o leilão ao lado de Isabela Teixeira da Costa. “As galerias nos dão muito suporte, fazendo uma triagem, então conseguimos manter o nível das obras.”

Atualmente, a renda anual arrecadada nos eventos é destinada para a melhoria das condições físicas das creches atendidas, incluindo não só a parte estrutural, como também o mobiliário. Além do leilão, a Jornada Solidária está promovendo neste semestre o Torneio Empresarial de Tênis Estado de Minas. Já no segundo semestre serão realizados o Feijão Solidário, um bazar de roupas e a festa de Natal para as crianças das creches atendidas pela iniciativa.

13º LEILÃO DE ARTE

A exposição será aberta nesta segunda-feira, para convidados, no Museu Inimá de Paula, Rua da Bahia, 1.201, Centro. De terça ao dia 21, a mostra estará aberta para visitação do público. O leilão beneficente será no dia 23, às 20h.

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