BH nas Telas lança editais de apoio a projetos audiovisuais e games

Seleção de projetos considera critérios como diversidade nos temas e nas equipes de profissionais envolvidos e incentiva a participação de mulheres

por Fernanda Gomes 12/09/2019 19:35

Marcos Vieira/EM/D.A.Press
Público acompanha sessão de cinema ao ar livre, na Praça da Estação, em agosto de 2018 (foto: Marcos Vieira/EM/D.A.Press)

Estão abertas desde terça-feira (10), as inscrições para os dois novos editais de incentivo à produção audiovisual de Belo Horizonte. Os editais FIQ GAMES e CINEMA E TV passam a fazer parte do programa BH nas Telas, criado em junho de 2018, com a meta de incentivar, ampliar e diversificar a produção belo-horizontina.

Eles são frutos de uma parceria entre a Prefeitura de BH e a Agência Nacional do Cinema (Ancine). “Quando assumimos a direção, constatamos que o audiovisual de BH tinha muito potencial, mas não havia uma política conectada diretamente com o audiovisual. Assim, tivemos a ideia de criar os editais”, diz Gabriel Portela, secretário municipal adjunto de Cultura de Belo Horizonte.

Quando lançado em 2018, o programa BH nas Telas tinha disponível R$ 1,215 milhão para as produções de curtas e médias-metragens, mostras/festivais, pesquisa e audiovisual comunitário. Com a criação dos dois novos editais e a parceria com a Ancine, o montante subiu para R$ 9,6 milhões neste ano.

Os recursos estão divididos entre o Fundo Municipal de Cultura (R$ 1,215 milhão), o CINEMA E TV (R$ 5 milhões) e o FIQ GAMES (R$ 190 mil). Os três editais privilegiam os projetos que incentivem a diversidade e a inclusão, tanto nos temas abordados quanto na formação da equipe, dando destaque ao protagonismo feminino.

“Tem muita mulher atuando na área do audiovisual, mas talvez isso ajude que elas assumam uma posição de diretoria”, afirma Juliana Meniconi, empreendedora social e cultural e fundadora da ONG JA.CA - Centro de Arte e Tecnologia.

Enquanto o BH nas Telas dá ênfase ao caráter educacional dos projetos, o CINEMA E TV e o FIQ GAMES se caracterizam pela importância dada às chances de retorno financeiro e à lógica de investimento dos projetos.

Embora os três exijam uma boa qualidade de roteiro e estratégia de divulgação, os editais possuem definições, objetivos e regras específicas. Confira a seguir as características de cada um.

 

BH nas Telas – Cinema e TV

Somente pessoas jurídicas, que morem em BH e possuam o registro de produtoras audiovisuais brasileiras independentes na ANCINE, há no mínimo 12 meses. Serão aceitos pelo edital, projetos de desenvolvimento, produção e comercialização de obras audiovisuais.

Na seção desenvolvimento, entram projetos que proponham a elaboração de, no mínimo, três obras audiovisuais seriadas curtas, destinadas a TV, com limite máximo de R$ 370 mil. A elaboração de um longa-metragem, não seriado, destinado às salas de exibição, com teto de R$ 75 mil. E o desenvolvimento de uma animação ou documentário/ficção seriado, destinado a TV, possui um limite de R$ 120 mil, no caso de uma animação, e R$ 100 mil para obras de documentário/ficção.

A seção comercialização engloba a comercialização e distribuição de um ou mais longa-metragens, não seriados, com previsão de exibição em, no mínimo, 10 salas do Brasil. Com limite máximo de R$ 100 mil.

Já a categoria produção, abrange propostas de longa-metragens de qualquer gênero e possui um teto de R$ 500 mil. Todos os projetos devem propor, obrigatoriamente, a criação de obras brasileiras.

As inscrições para BH nas Telas – Cinema e TV, vão de 10 de setembro a 7 de outubro.


BH nas Telas – FIQ Games

Esse edital se divide em duas etapas: o cadastramento dos quadrinistas e dos desenvolvedores de jogos. As histórias devem ser cadastradas por pessoas físicas, e os desenvolvedores devem ser pessoas jurídicas, há no mínimo, 12 meses. Ambos devem ser moradores de BH.

Os desenvolvedores aceitos pelo edital poderão se candidatar a confecção dos jogos que mais os interessam. E os autores dos quadrinhos terão o direito de escolher com quais dos desenvolvedores gostariam de trabalhar. O edital apenas mediará esse contato e financiar o projeto.

O FIQ Games prevê um limite orçamentário de R$ 5 mil, para a produção de quatro protótipos de games mobile. E de R$ 85 mil para a produção de dois games mobiles finalizados.

As inscrições para BH nas Telas – FIQ Games, vão de 15 de outubro a 4 de novembro.

BH nas Telas – Fundo Municipal de Cultura

As inscrições podem ser realizadas exclusivamente por pessoas físicas, que morem em Belo Horizonte e comprovem, por meio da apresentação de currículo e clipping, já terem feito algum trabalho na área cultural.

Ele engloba projetos ligados às áreas de produção audiovisual, criação de festivais, pesquisas e audiovisual comunitário. Sendo colocado um teto de R$ 75 mil, para os projetos inscritos nas categorias produção e festivais; R$ 35 mil, para os inscritos na categoria pesquisa e R$ 30 mil para os projetos da categoria festivais. As inscrições da edição deste ano já se encerraram. 

 




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