'Vai que cola 2' volta às origens com história ambientada no passado

Longa é sequência da comédia vista por mais de 3 milhões de pessoas

por Geovana Melo* 12/09/2019 07:32
Serendipity/Divulgação
'Vai que cola - O começo': movimento de retorno às origens (foto: Serendipity/Divulgação)
A maioria do público conhece a história de Vai que cola, e muitos estão familiarizados com os personagens da trama. Tudo isso graças ao sucesso da série de televisão homônima que inspirou a produção do primeiro filme, em 2015. O longa levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros. E, ao que tudo indica, a sequência não será diferente. 

Ferdinando (Marcus Majella), Jéssica (Samantha Schmütz), Terezinha (Cacau Protásio), Dona Jô (Catarina Abdalla),  Máicol (Emiliano D’Ávila), Tcheca (Fiorella Mattheis) e companhia voltam às telonas com mais um capítulo da produção, Vai que cola 2 – O começo. Desta vez, sem Valdomiro (Paulo Gustavo), os moradores do Méier retornam no tempo e mostram onde tudo começou. “A gente pensou em uma maneira de olhar e identificar o por que criamos os personagens, que hoje são tão queridos, e apresentar isso para eles. É o primeiro movimento da origem deles, resgata as histórias que a gente falou e nunca mostrou e, agora trouxemos”, conta o diretor César Rodrigues em entrevista ao Correio.
Vai que cola 2 – O começo vai contar como tudo começou: a mudança de Ferdinando para o Rio de Janeiro, o primeiro olhar de Jéssica e Máicol, os motivos que fizeram Dona Jô abrir a pensão, a chegada da Tcheca e o relacionamento de Terezinha com Tiziu (Fábio Lago). Além de, finalmente, retratar o famoso Morro do Cerol, local em que os protagonistas se conhecem.

As gravações contaram com locações reais para a produção do segundo longa. Assim, o cenário será um pouco diferente do apresentado na série. “Eu acho que mais do que o cenário, é o espírito. Esse filme tem mais identidade que o programa, porque ele continua no Méier. A fidelidade é do espírito, do colorido, do brilho, a liberdade dos personagens em cena”, admite o diretor.

“É uma história e uma narrativa muito mais cinematográfica, uma história que obriga o filme a ter uma narrativa mais envolvente. Todos nós amadurecemos. Trabalhar com as emoções é a base da dramaturgia, alimentar esses projetos que reforça isso. Temos uma base muito forte que reforça a ideia de família. A gente reproduz essa comunicação que as pessoas têm em casa também”, completa César.

Legalidade

Legalidade escolheu o Brasil de 1961 como cenário. A trama envolve o momento que Jânio Quadros renuncia à presidência do país, e o vice-presidente João Goulart torna-se naturalmente o sucessor ao cargo. Entretanto, a nação será comandada pelos militares. Com a suposição de um ataque comunista, Jango foi impedido de tomar posse. Liderado por Leonel Brizola (Leonardo Machado), o movimento Legalidade é construído para assegurar a posse do vice-presidente, fazendo parte do Rio Grande do Sul se revoltar contra o núcleo do exército. A rádio da Legalidade é a forma de expor os ideais do projeto. Em meio à confusão política e social, um triângulo amoroso é formado entre a jornalista Cecília (Cleo Pires), Luis Carlos (Fernando Alves Pinto) e Tonho (José Henrique Ligabue).

*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco

Outras estreias

Marés
• Mais um filme nacional compõe a lista de estreias da semana. Desta vez, ambientado em Brasília, a trama narra a história de Valdo (Lourinelson Vladmir), um fotógrafo alcoólatra que precisa encarar os problemas com bebidas. Concomitantemente, Valdo está se divorciando da esposa, Clara (Julieta Zarza), com quem tem uma filha de 3 anos. Para não perder a guarda da menina, o fotógrafo percebe que precisa se livrar do alcoolismo de uma vez por todas.

Abigail e a cidade proibida
• Após uma epidemia misteriosa, uma cidade teve as fronteiras fechadas, dificultando os moradores de sair de lá. No entanto, quando pequena, Abigail (Tinatin Dalakishvili) viu seu pai ser expulso da região, por ser portador da doença. Mais velha, a jovem decide infringir as regras e ir à procura do pai. Durante a aventura, Abigail descobre que ela e a cidade têm poderes mágicos, fator que, em horas, facilita a jornada da garota. 

Divaldo — O mensageiro da paz

• Inspirado em fatos reais, o longa nacional narra a história de Divaldo (Bruno Garcia), um dos médiuns mais importantes do Brasil. Rejeitado na infância por outras crianças e reprimido pelo pai, ele convive com a mediunidade desde os 4 anos. Na adolescência, o jovem embarca rumo a Salvador decidido a usar o dom para ajudar as pessoas, incentivado pela mãe (Laila Garin). Sob as orientações de Joanna de Ângelis (Regiane Alves), guia espiritual de Divaldo, o médium se torna conhecido no país.

Quem você pensa que sou
• Claire Millaud (Juliette Binoche), de 50 anos, decide criar um perfil fake nas redes sociais para investigar uma suspeita de traição do marido. Na internet, Claire encara um personagem totalmente oposto da realidade: uma jovem de 24 anos, chamada Clara. Durante as investigações, ela acaba interagindo com Alex (François Civil), amigo do seu marido. O homem se apaixona por Clara e é correspondido. No entanto, as sensações do mundo virtual provocam complicações na vida real de ambos.

Rainha de Copas
• Anne e Peter são casados. A advogada lida frequentemente com direito das crianças e dos adolescentes. Acostumada a conhecer jovens complicados, ela não tem facilidades em  estreitar laços com o enteado Gustav, filho do primeiro Peter. O jovem acabou de se mudar para a casa do casal, e não tem uma relação muito boa com o pai. Cada vez mais, o jovem se aproxima da madrasta, e o que era para ser uma relação parental, se transforma em uma relação romântica. Anna vê-se em uma situação complexa, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Adeus à noite
• Muriel (Catherine Deneuve) viveu na Argélia durante muitos anos, e hoje, a idosa comanda uma fazenda na França, em que funciona treinos de equitação. Mesmo sem ver há o neto Alex (Kacey Mottet Klein) há tempos, ela não esquece do menino. Quando o neto decide visitá-la, Muriel descobre que ele se converteu ao islamismo, e possui ideais radicais. Com medo que Alex esteja tramando algum plano criminoso, ela precisa decidir entre proteger o neto da polícia ou proteger o resto da sociedade das possíveis ações do jovem.

Tsé
• A judia polonesa Tsecha Szpigel migrou para o Brasil nos anos 1940,  e se instalou no país durante 50 anos. Ainda criança, Tsé foi jogada de um trem pela mãe, na tentativa de que a menina não fosse para um campo de concentração durante o regime nazista. Sozinha desde pequena, Tsé aprende a se virar e fazer grandes sacrifícios para sobreviver.

A música do tempo — Do sonho do império ao império do sonho
• No documentário, as músicas do concerto Do sonho do império ao império do sonho, inspirado no mito do quinto império português acentua emoção, memórias e as perspectivas de futuro. A trilha sonora vai da corte de D. Manuel à religião do Tambor de Mina do Maranhão.

Peterloo
• O Massacre de Manchester ou Massacre de Peterloo marcou a história da Inglaterra. Manifestantes foram às ruas protestar por uma reforma e foram atacados pelas forças britânicas, por ordens do governo. A sede por justiça e a inconformação com o governo do Reino Unido tomaram conta da maioria dos ingleses.

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