O filme, que já havia levado o prêmio da crítica concedido pela Fipresci, a Federação Internacional de Críticos, desbancou favoritos, como The other side of hope, de Aki Kaurismaki, e Una mujer fantástica, de Sebastián Lelio.
A história gira em torno de Mária (Alexandra Borbély) e Endre (Morcsányi Géza). Os dois são funcionários de um abatedouro de gado. Ele é o diretor financeiro, ela acaba de ocupar o cargo de inspetora de qualidade. Ambos se acham incapazes de amar, e acabam se encontrando em sonhos.
A 67ª edição da Berlinale também premiou o senegalês Alain Gomis, que recebeu o Grande Prêmio do Júri por Félicité. “"Nós somos o povo. Nós somos maravilhosos", disse ele nos agradecimentos.
A polonesa Agnieszka Holland recebeu um Urso de Prata – Prêmio Alfred Bauer (para filmes que abrem perspectivas) por Spoor.
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A sul-coreana Kim Minhee foi eleita a melhor atriz por On the beach at night alone, produção de Hong Sangsoo. E o austríaco Georg Friedrich foi considerado o melhor ator por Bright nights, de Thomas Arslan.
Una mujer fantástica, do chileno Sebastián Lelio, um dos filmes mais aplaudidos da competição, ficou com o Urso de Prata de melhor roteiro. “Nós temos que lutar contra esses tempos obscuros com dignidade e beleza, representados na figura dessa mulher fantástica que é Daniela Vega”, disse o cineasta, dirigindo-se à protagonista de seu filme, atriz e cantora lírica transexual.
Na seara dos curtas, o Urso de Ouro ficou para o português Cidade pequena, de Diego Costa Amarante.
O Brasil concorria na mostra principal com Joaquim, filme de Marcelo Gomes rodado em Diamantina sobre Tiradentes. O país, que levou 12 produções a Berlim, ganhou o prêmio da crítica da seção Panorama para Pendular, de Júlia Murat.