Passado o susto, 'Ida' se alia a Wanda em busca do passado da família em viagem à aldeia natal. Interessante é o contraste entre as duas mulheres, uma jovem, inocente; outra madura, visivelmente deprimida. Quando buscam respostas sobre o desaparecimento dos parentes, só encontram portas fechadas, ninguém assume os horrores do nazismo. Curioso é saber que o filme marca a volta do próprio diretor à Polônia. Pawlikowski fez carreira na Inglaterra. Impossível não pensar que a trama tenha algo de particular quando ele revisita a própria história.
Direto e até duro, o polonês não faz concessões quando expõe a dor de seus personagens (ou de seu povo). Assim, enquanto assistimos a uma bela “aula” de cinema (câmera, roteiro e interpretações incríveis), presenciamos a abordagem de temas delicados de maneira simples. Econômico nos diálogos e intenso nas emoções, 'Ida' mostra que há dores incuráveis.
Assista ao trailer de 'Ida' (em inglês):