Relembre as duas décadas da carreira de Philip Seymour Hoffman

Ator premiado pela Academia por 'Capote' foi encontrado morto neste domingo, 2, em Nova York

por Bossuet Alvim AFP 02/02/2014 19:41

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AFP PHOTO/Robyn Beck
Em 46 anos e metade da vida dedicada à atuação, Seymour Hoffman acumulou três indicações ao Oscar de Melhor ator coadjuvante e três ao Tony Awards, além de vencer o Oscar de Melhor ator (foto: AFP PHOTO/Robyn Beck)
Com a interrupção brusca da carreira de Philip Seymour Hoffman, encontrado morto em seu apartamento neste domingo, 2, o público perde a oportunidade de contemplar os talentos do ator em pelo menos dois projetos que estavam prestes a se concretizar. A série de TV 'Happyish', selecionada para produção pelo canal Showtime dias antes de sua morte, traria o vencedor do Oscar como um cinquentão em crise com a futilidade contemporânea e com sua própria identidade. Nos cinemas, 'Ezekiel Moss', drama sobre a relação entre um médium e uma viúva, tinha Hoffman cotado para direção. Em fase de pré-produção, o projeto conta com Jake Gyllenhaal e Amy Adams nos papéis principais. Dois filmes que estrearam no Festival de Sundance, em janeiro, nos EUA %u2014 o drama 'God's pocket' e o thriller 'O homem mais procurado' %u2014 tornaram-se os últimos trabalhos lançados por Hoffman em vida. A filmografia recente do ator ainda inclui 'Jogos Vorazes: Em chamas' (2013), 'O quarteto' (2012) e 'O mestre' (2012), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor ator coadjuvante. Em 2006, o norte-americano ganhou um Oscar de Melhor ator pela interpretação do personagem principal em 'Capote', prêmio que reforçou seu status como um dos atores mais importantes de sua geração. Também era dono de uma carreira bem-sucedida no teatro, com três indicações ao Tony Award por espetáculos na Broadway. As futuras aparições de Hoffman nas telonas podem acontecer nos dois últimos episódios da saga 'Jogos vorazes' %u2014 os dois volumes de 'A esperança', que estreiam no próximo mês de novembro e no segundo semestre de 2015, já tiveram as filmagens iniciadas. Na franquia, o artista dava vida ao revolucionários Plutarch Heavensbee. Seu último thriller, 'O homem mais procurado' deve chegar aos cinemas brasileiros em 20 de junho. Nascido em 23 de julho de 1967 em Rochester, no estado de Nova York, Philip Hoffman era o terceiro de quatro filhos de um executivo da empresa Xerox com uma dona-de-casa feminista. O casal se divorciou quando ele tinha nove anos. Praticante de esportes, o jovem corpulento envolveu-se no teatro escolar após sofrer uma lesão. Em 1989, ele se formou em artes dramáticas na Universidade de Nova York, embora tenha mergulhado por um tempo em álcool e drogas. Após incorporar o sobrenome do avô, Seymour, ao seu nome de batismo, ele fez sua estreia nos cinemas em um filme independente em 1991, intitulado 'Triple bogey on a par five hole' (sem título em português), dirigido por Amos Poe. Em 1997, fez uma discreta aparição no papel de um homossexual recluso que tenta cantar o astro Mark Wahlberg no filme de Paul Thomas Anderson, 'Boogie nights - Prazer sem limites', sobre a indústria de filmes pornô na Los Angeles dos anos 1970-80. Um ano depois, deu uma reviravolta ao interpretar um bajulador em 'O grande Lebowski', dos irmãos Coen. No thriller criminal de Anthony Minghella, 'O talentoso Ripley', Hoffman roubou a cena dos astros Matt Damon, Jude Law e Gwyneth Paltrow no papel coadjuvante do escorregadio e esnobe Freddie Miles. O drama 'A dúvida', de 2008, rendeu-lhe a segunda indicação consecutiva ao Oscar de Melhor ator, após ter recebido a mesma nomeação por 'Jogos do poder' (2007). O dedicado ator viveu ainda o jornalista musical Lester Bangs de 'Quase famosos' (2000), de Cameron Crowe, e teve papéis relevantes em 'Magnólia' (1999), de Paul Thomas Anderson, estrelado por Tom Cruise; 'Ninguém é perfeito' (1999), de Joel Shcumacher, no qual ele interpretou uma drag queen melodramática, personagem oposto ao de Robert De Niro; e em filmes de grande orçamento, como o vencedor do Oscar 'Cold mountain' (2003), também de Minghella.

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