Filme 'Oblivion', protagonizado por Tom Cruise, estreia nesta sexta-feira

Ator é Harper, um cara assombrado por lembranças de um passado do qual não se lembra

por Mariana Peixoto 12/04/2013 08:00

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UPI Media/Divulgação
Tom Cruise em cena de Oblivion, ficção científica de Joseph Kosinski (foto: UPI Media/Divulgação)
De uma década para cá, Tom Cruise estrelou três filmes de ficção científica: 'Minority report – A nova lei' (2002), 'Guerra dos mundos' (2005) e agora 'Oblivion', único longa-metragem em que o astro de 50 anos será visto nas telas neste ano. Os dois anteriores tinham a mão de Steven Spielberg na direção –o primeiro mais ambicioso, com trama policialesca baseada em história de Philip K. Dick; o segundo mais convencional, de luta do bem contra o mal tendo como centro um drama familiar. Pois Oblivion, do pouco conhecido Joseph Kosinski (estreou na direção em 'Tron: O legado', de 2010), atira para mais de um lado. Acerta em alguns momentos, erra em outros tantos.

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O próprio Kosinski é responsável pelo argumento. Muito antes de se envolver com 'Tron', escreveu a história, depois transformada em graphic novel. A narrativa tem início em 2077, depois de a Terra ter sobrevivido (e mal) a uma invasão alienígena. Num lugar devastado, Jack Harper (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough) vivem como um casal. São os responsáveis pela manutenção de equipamentos de segurança do que restou do planeta. Estão na fase final de sua missão, já que em duas semanas irão para uma colônia lunar onde os humanos sobreviventes moram.

Volta e meia Harper é assombrado por lembranças de um passado que não se recorda ter vivido. Nas imagens, aparece uma outra mulher. Tudo desanda quando ele encontra uma espaçonave. Dentro dela, está a mulher dos sonhos (Julia, a Bond girl Olga Kurylenko). A partir daí, Harper começa a questionar a sua função no planeta e o que aconteceu com ele e sua antiga vida.

Numa época em que efeitos especiais engolem os filmes, Kosinski fez diferente. E aí marcou seu maior ponto. A primeira meia hora deslumbra pelas imagens. O mundo futurista do diretor foi rodado em altíssima resolução (4K, daí a necessidade de se assistir ao longa em uma sala com tela de grande dimensão). O diretor viajou até o Havaí onde passou dias filmando o cume de um vulcão. Também fez o mesmo em montanhas da Califórnia e na Islândia. Quando foi para o set de filmagem (na Louisiana), projetou essas imagens numa tela gigantesca. Dessa maneira, o território devastado que se vê é de imagens reais.

Se a cenografia surpreende pela originalidade, a história é um emaranhado de referências. Aficionados por ficção científica vão identificar facilmente elementos (armas, espaçonaves, trilha sonora e até figurinos) de 'Blade Runner', 'Star wars', 'Independence day', 'A origem' e o próprio 'Tron'. Fosse “somente” isso, o estrago não seria tão grande. A questão é que o roteiro deixa várias pontas soltas, tropeçando em si próprio (até ficção científica pede um pouco de verosimilhança). Com isso, a narrativa, da metade para a frente, vai se tornando enfadonha, tantas mudanças repentinas. Para piorar, o filme tem um fim quase risível de tão improvável.

DUAs perguntas para...
Olga Kurylenko, atriz

 

Antes de 'Oblivion', você fez '007 – Quantum of Solace'. Como vê a evolução dos papéis femininos em filmes de ação?
Ainda acho que é um universo masculino, mas nós agora temos melhores chances. No entanto, as mudanças têm vindo de forma bem lenta, tanto que costumo falar muito mais “não” do que “sim”. É muito raro encontrar uma pérola como 'Oblivion'. É um filme fantástico, com uma história original de um gênero, ficção científica, que existe em toda a história do cinema. Quando você encontra um roteiro como este, pega e não larga. Somos muitas atrizes, mas bons roteiros são poucos.

Por falar nisso, você também disse sim para Terrence Malick (ao lado de Ben Affleck e Javier Bardem, atriz está no elenco de 'Amor pleno', previsto para estrear no país no fim de maio).
Nesse caso, eu disse sim sem nem sequer olhar o roteiro. Aliás, não tinha nem ideia do que era... E foi completamente oposto ao que ocorreu em 'Oblivion', onde tudo era muito estruturado, pois com tantas questões técnicas, não havia como ser diferente. Fizemos muitos ensaios, conversamos muito sobre os personagens em mesas-redondas. Com Terrence não havia roteiro, ele não deixou os atores juntos e não tínhamos permissão para conversar, uns com os outros, sobre os personagens. Tudo foi muito privado. Ele conversava separadamente com cada ator sobre seu papel. Não houve preparação.

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