Jornalista lança site sobre mulheres que têm ligação com o cinema brasileiro

No endereço virtual, é possível pesquisar a vida e a obra de atrizes das telas nacionais. Adilson Marcelino pretende disponibilizar 700 perfis ainda neste ano

por Carolina Braga 27/02/2013 07:00

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Marco Tulio Zerlotini/Divulgação
Adilson Marcelino apresenta nova versão do site Mulheres do cinema brasileiro (foto: Marco Tulio Zerlotini/Divulgação)
Foi na plateia de 'Eros, o deus do amor', de Walter Hugo Khouri, que o cinéfilo Adilson Marcelino viu o que mais tarde se tornaria sua paixão. “Era um trailer só com atrizes. Um desfile de várias mulheres, muitas delas eu nunca tinha visto na vida. Aquilo me fascinou e inquietou”, lembra sobre a experiência de 1981. A curiosidade foi aguçada de tal forma que, mais de 30 anos depois, continua despertando interesse do jornalista em pesquisar a vida e a obra de atrizes que povoam as telas nacionais. O lançamento hoje da segunda versão do site Mulheres do cinema brasileiro reforça a vocação histórica do projeto, lançado há 10 anos.
 
Adilson catalogou cerca de 500 atrizes, produtoras, pesquisadoras envolvidas de alguma maneira com a produção de filmes no Brasil. Primeiro publicou em fotolog, depois em site e percebeu que o conteúdo valioso se perdia em navegação limitada. Contemplado no edital do projeto Filme em Minas, ele pôde dar uma repaginada no endereço da internet, organizar o conteúdo e ainda se preparar para alcançar a meta de 700 perfis até o meio do ano. “Acho que o número de visitantes vai aumentar. Não é um site factual, é de perfil histórico, daí sua dinâmica diferenciada”, ressalta. 

Na nova versão, o site é organizado como complexo de cinema. Salas temáticas carregam nomes de atrizes como Sandra Bréa, Isabel Ribeiro, Zezé Motta, Darlene Glória e outras. Além dos perfis, o conteúdo é complementado com entrevistas, homenagens e pequenos comentários sobre alguns filmes. A repaginação será inaugurada com homenagem às mineiras. “São entrevistas; a primeira com Wilma Henriques, primeira-dama do teatro mineiro, que fez cinema, caso, por exemplo, de 'O menino e o vento', de 1967, de Carlos Hugo Christensen”, conta.


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