O melhor do experimental

por Estado de Minas 18/11/2012 07:00

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 Fluxus Black&White/Divulgação
Semiotics of the kitchen, paródia feminista e performance de 1975, de Martha Rosler (foto: Fluxus Black&White/Divulgação)

 

O Fluxus – Festival Internacional de Cinema na Internet promove no Oi Futuro, em BH, do dia 21 a 16 de dezembro, a exposição inédita Fluxus – Black & white, que traz a exibição de uma seleção de 45 trabalhos pioneiros do filme experimental e da videoarte, realizados nos anos 1960 e 1970, todos em preto e branco.


Com essa abordagem histórica, a mostra apresenta os momentos iniciais em que o filme extrapolou seu espaço de exibição usual e ocupou galerias e museus, o momento da história do audiovisual no qual o filme e o vídeo foram explorados em campos experimentais de linguagens, nada convencionais a estes meios. Época em que os artistas passaram a se apropriar dos novos meios e suportes, buscando estabelecer cruzamentos estéticos entre formas de expressão, a princípio distintas, como cinema, teatro, performance, música e televisão. As câmeras de formatos alternativos como o super-8, 16mm e o portapack são inseridas nesse contexto das artes visuais como a body art, a arte conceitual, e a novíssima videoarte – que nasce nesses cruzamentos.


Fluxus – Black & white traz oito obras (de quatro mulheres e cinco homens) realizadas nos anos 1970, dos artistas americanos Joan Jonas (Vertical roll, 1972), Dennis Oppenheim (2 stage transfer drawing – Retreating to a past state, 1972), e Martha Rosler (Semiotics of the kitchen, 1975); do tcheco Woody Vasulka (Reminiscence, 1974); dos brasileiros Letícia Parente (Preparação 1, 1975), e Ivens Machado (Versus, 1974); dos coreanos Nam June Paik e Jud Yalkut, (Co-dirigiram Cinéma metaphysique: Nos. 2, 3 and 4, 1967-72) e da japonesa Mako Idemitsu (What a woman made, 1973).


A exposição terá três telas dedicadas à exibição do Fluxfilm anthology. Comemorando 50 anos da criação do movimento Fluxus, a Antologia traz 36 filmes realizados no período de 1962 a 1970, compilados pelo fundador do Fluxus, George Maciunas (1931-1978). São filmes realizados como parte de happenings e performances no contexto da arte experimental produzida em Nova York. Reúne obras de vários artistas que celebram o humor e o espírito do movimento, como Nam June Paik, Wolf Vostell, Yoko Ono, Ben Vautier e Paul Sharits.

 

Fluxus – Black&White
De 21 deste mês a 16 de dezembro, na Galeria de Artes Visuais do Oi Futuro, Av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras. De terça a sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Entrada franca. Informações: www.fluxusfestival.com e (31) 3229-3131.



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