Alô, alô, administração: veja as críticas e elogios dos foliões do carnaval de BH

Em festa mais descentralizada, galera pula com toda a animação, mas pede retoques na interação com blocos

Déborah Lima Gustavo Werneck 26/02/2020 06:00
O carnaval de 2020 vai ficar marcado pela animação do povo e, certamente, por duas questões. Uma bem polêmica, com a proibição de circulação de trios fora de padrão, e outra bem-vinda, a descentralização de blocos. Em bairros mais distantes do eixo Praça da Estação-Afonso Pena-Savassi, a alegria tomou conta das ruas e até sob chuva a galera pulou como se não houvesse quarta-feira de cinzas. Nos blocos e no entorno dos desfiles, quase todos os ouvidos pela equipe do Estado de Minas tocaram nos dois pontos. Agora, a bola está com os administradores municipais e gestores do carnaval, pois a festa é de todo mundo e, como diz o bloco, “todo mundo cabe no mundo”.


 
Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )
FALTOU SOM
“Não deu pra ouvir. Peregrinou pelos blocos de rua desde sexta-feira e reclamo da falta de som no carnaval de BH. A gente sai pra curtir as músicas, procura muito som e não achamos”,
Ana Flávia, de 25 anos, estudante de psicologia


Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

NO LUCRO
“Não tive problema com o cadastro, foi ótimo, a prefeitura teve uma desenvoltura muito boa. Bati a meta do dia, R$ 500 vendendo bebidas no meio da multidão. Gosto de carnaval, vim ganhar um dinheiro e curtir”
Raquel de Oliveira, de 32, camareira, resolveu ser ambulante no carnaval para realizar o sonho de comprar um celular para a filha Telma, de 13


Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )

POUCO BANHEIRO
“Antes eu ia para cidade pequena, mas agora estou curtindo a capital. O defeito foi a falta de banheiro químico, embora a festa tenha sido bem organizada,com boa divulgação. Procurei muito, circulamos muito pra encontrar, foi horrível”
Julia Villaça, de 19, estudante em Juiz de Fora, na Zona da Mata


Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )

TEVE ÍNDIO
“Gostamos bastante e quisemos voltar. É a segunda vez. Estamos nos sentindo seguros. Comprei (a fantasia) de última hora, mas é uma homenagem. É carnaval, não tem nada a ver com preconceito”
O casal Cristian Silva, de 26, e Vallkiria Sabino, de 18, veio de Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas, para o carnaval de BH. Com fantasia de cocar, Cristian disse não saber da cartilha de bons costumes da Prefeitura de BH

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

JUNTO E MISTURADO
“Eu gostava quando tinha mais gente nas ruas de Belo Horizonte. Houve a descentralização, blocos para todo lado. Acho melhor todo mundo junto pulando nas ruas centrais”
Gabriel Diniz, de 25 anos, administrador
 
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 
MAIS INTERAÇÃO
“O carnaval foi bom, acredito que funcionou melhor do que no ano passado. Houve o problema (proibição dos trios), os blocos superaram, e acho importante que haja, no ano que vem, mais interação entre os blocos e a administração municipal”
Fábio Moraes, gestor esportivo


Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

SEGURANÇA TOTAL
“Os trios e demais veículos que circulam nos blocos devem ter toda a segurança. Se ocorre algo? Temos que pensar em todos os foliões que estão nas ruas”
Melissa Helena de Nazaré Silva, farmacêutica


Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

PAZ E TRANQUILIDADE
“Temos o melhor carnaval do Brasil. Aqui é tudo paz, tranquilidade e organização. Gosto demais”
Luciane Chaves, administradora


Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

MAIOR CUIDADO
“Gostei da organização, e principalmente do cuidado com as crianças, idosos, enfim, com todos. Excelente”
Ana Beatriz Otoni, advogada, ao lado de Lot Júnior, também advogado


Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

PARA SEMPRE
“Só posso dizer que foi tudo bom, só que precisa de mais organização”
Léa Pereira, ao lado da irmã Conceição Pereira. As duas dizem que tem “mais de 10 anos”