Na Afonso Pena, escolas de samba se inspiram em temas sociais para vencer carnaval de BH

Pautas ambientais e culturais também estão entre as escolhas das agremiações para emocionar os jurados; campeã vai levar R$ 80 mil

por Estado de Minas 05/03/2019 23:27

Leandro Couri/EM/D.A Press
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

 

O encerramento do carnaval de Belo Horizonte reúne tradição, criatividade e muito samba no pé. Na noite desta terça-feira (5), oito escolas de samba da cidade desfilam na Avenida Afonso Pena, a Sapucaí da capital mineira. Os temas escolhidos pelas escolas são variados e vão de homenagens a pessoas relevantes, lugares, animais e, principalmente, pautas sociais.


Os 28 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente inspiram o enredo da escola Canto da Alvorada, campeã do ano passado. Uma ala plus size, formada por 23 mulheres fora do padrão de beleza, é uma das apostas da agremiação para conquistar os jurados.


“O nosso futuro são as crianças e elas precisam de ter um olhar diferenciado. A Canto da Alvorada sempre pensa em levar para a avenida temas de riquíssima importância para o público, levando conhecimento e inclusão. Com essa vontade, a gente trouxe uma ala plus size”, conta Maria Elisa Abreu, diretora de carnaval da escola de samba.


Leandro Couri/EM/D.A Press
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Abordagem igualmente atual foi escolhida pela escola Imperavi de Ouros, cujos integrantes vão abordar a importância da água para o meio ambiente, inclusive falando sobre o impacto da mineração.


Outras duas escolas homenageiam mulheres. A Acadêmicos de Venda Nova vai falar de Ester Sanches e sua dedicação pelo voluntariado. Já a militante Diva Moreira será celebrada pela Raio de Sol, escola que faz sua estreia na avenida.


Os felinos serão protagonistas da agremiação Cidade Jardim, que vai narrar como os gatos aparecem em várias civilizações. Regiões do país foram os temas preferidos pelas escolas Estrela do Vale, que enaltece o Rio de Janeiro; e Bem-Te-Vi, que canta a cultura nordestina, seguindo sua tradição.


A agremiação Unidos Guaranis continua debatendo sobre a vida na favela, especialmente na Pedreira Prado Lopes, e volta aos desfiles depois de seis anos.


O carnaval de Belo Horizonte é viabilizado pela prefeitura, por meio da Belotur. No total, são oito escolas de samba, seis do grupo A e duas do grupo B. No primeiro contingente estão os grêmios recreativos Cidade Jardim, Acadêmicos de Venda Nova, Canto da Alvorada, Imperavi de Ouro, Estrela do Vale e Mocidade Independente Bem-te-vi. Já no segundo estão a Unidos Guaranis e Raio de Sol.


Em 2019, cada escola do grupo especial receberá R$ 100 mil, enquanto as que lutam pelo acesso receberão R$ 50 mil. Os valores tiveram um reajuste de 30% em relação ao ano passado. Quanto às premiações, as três primeiras colocadas vão ganhar R$ 80 mil, R$ 40 mil e R$ 20 mil, respectivamente.


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