Carnaval de BH: 10 anos separam estas duas fotos

A capital mineira, por muito tempo, era o destino ideal para quem quisesse fugir da agitação. Nossas fotos mostram como isso mudou

por Larissa Ricci Rafael Alves 12/02/2018 12:35
Jackson Romanelli/Especial EM Edésio Ferreira/EM/D.A Press
E olha que não tem tanto tempo assim. Veja esse comparativo que fizemos com fotos tiradas na Praça Sete em 4 de fevereiro de 2008, uma segunda-feira de carnaval, e na manhã desta segunda-feira. Esse comparativo mostra como em 10 anos o carnaval de rua de BH se transformou.

Por muitos anos, o local mais movimentado de Belo Horizonte no carnaval era a rodoviária, já que os belo-horizontinos buscavam outras cidades para aproveitar a folia.

Ao contrário do que muita gente pensa, a folia veio junto com a construção da cidade. Em 1897, alguns meses antes da sua inauguração, os operários que trabalhavam nas obras desfilaram fantasiados em carros pela região da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul.

No fim da década de 1940, iniciaram-se as batalhas de confetes e os bailes populares. É dessa época o surgimento dos blocos caricatos e, logo depois, das escolas de samba. Porém, a folia da cidade ficou por cerca de duas décadas parada.

Depois do período de ostracismo, a festa ressurgiu em 2009, com blocos de rua. Um grande marco foi a Praça da Estação, que passou a ser chamada de Praia da Estação. Ali são realizadas, até hoje, diversas manifestações políticas e culturais.

Vários outros blocos foram surgindo nos anos seguintes, em geral levantando bandeiras de diversidade cultural e apropriação do espaço público. E, assim, a festa foi crescendo a cada ano com a iniciativa popular.

Entre os blocos precursores do carnaval de rua estão: Chama o Síndico, Então, Brilha!, Alcova Libertina, que este ano não desfilou por problemas financeiro, Pena de Pavão de Krishna, Samba Queixinho, Baianas Ozadas, Tico Tico Serra Copo, Juventude Bronzeada dentre vários outros.

Jackson Romanelli/Especial EM - 2008 e Edésio Ferreira/EM/D.A Press - 2018
(foto: Jackson Romanelli/Especial EM - 2008 e Edésio Ferreira/EM/D.A Press - 2018)

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