Multidão toma conta das ruas de BH no penúltimo dia de carnaval

Baianas Ozadas foi um dos grandes destaques do dia e levou cerca de 500 mil para a rua, segundo estimativa da organização. Estreante, o Havayanas Usadas também conquistou o público com muito axé

Ramon Lisboa/EM/D.A.Press
Baianas Ozadas levou cerca de 500 mil pessoas à Avenida Afonso Pena, segundo estimativa da organização (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A.Press)

O penúltimo dia de carnaval chega ao fim em Belo Horizonte com números que impressionam. As imagens falam por si: logo pela manhã, um mar de gente ocupava a Avenida Afonso Pena para acompanhar a passagem do bloco Baianas Ozadas, que, segundo os organizadores, levou 500 mil pessoas ao Centro da capital para homenagear o cantor baiano Moraes Moreira, que completa 70 anos em 2017.


Nem a dissidência nas Baianas, que originou o bloco Havayanas Usadas, diminui o público, que começou a lotar a avenida, na altura do Palácio das Artes, já por volta das 9h. A estrutura montada para a festa também surpreende. Um trio elétrico de 6,2 metros de altura e 22 metros de comprimento resolveu o problema de som registrado no ano passado, quando os foliões mais distantes tiveram dificuldade em ouvir a execução das músicas. O carro tinha potência de 100 mil watts e já desfilou com blocos famosos nacionalmente, como Cordão do Bola Preta, AfroReggae e Bloco da Preta, do Rio de Janeiro.

Durante o desfile, o trio teve dificuldades em seguir por causa da multidão ao redor. Também foi preciso habilidade do motorista para se manter no trajeto enquanto escapava dos semáforos da Praça Sete. De lá, o bloco seguiu para a Praça da Estação, onde aconteceu a dispersão.

Também pela manhã, o Havayanas Usadas fez sua estreia no carnaval de BH. Criado após um racha dentro do bloco Baianas Ozadas, o Havayanas foi para a rua com bateria e corpo de baile bem ensaiados e vestidos de alaranjado bem forte.


"Estamos aqui no primeiro ano da Havayanas Usadas. A Rua Petrolina linda recebendo a gente, bloco maravilhoso, bateria maravilhosa. Isso é o carnaval de rua em Beagá", afirmou Cris Gil, uma das organizadoras do bloco, antes do começo do desfile. O cortejo enfrentou alguns problemas com o carro de som, mas nada que diminuísse o ritmo dos foliões, que dançaram ao som de muito axé.

Também na Região Central, o bloco Unidos do Barro Preto desfilou ao som de marchinhas e levou famílias inteiras no cortejo que seguiu até a Praça Raul Soares. Por causa do bairro que dá nome ao bloquinho, latões e baldes com barro preto foram espalhados pela rua para que as pessoas pudessem se lambuzar e cair na folia.


A animação era tão grande, que serviu de inspiração para doentes em recuperação num hospital próximo, o Socor. Muitos apareciam nas janelas dos quartos da instituição hospitalar e acenavam para a rua.

Mapa da Folia

Quem ainda está em dúvida sobre quais blocos acompanhar no último dia de carnaval em BH, pode acessar o mapa dos blocos preparado pelo Portal Uai. Para conferir quais os desfiles programados para esta terça-feira, basta clicar na imagem abaixo:

 

Caos no trânsito

Fora dos blocos de carnaval, os motoristas que circulavam pela Região Central de Belo Horizonte enfrentaram muita lentidão no trânsito durante esta segunda-feira. Vias importantes, com as avenidas Afonso Pena e Getúlio Vargas foram interditadas pela BHTrans para a passagem dos blocos e houve reflexo em outras ruas e avenidas, que  registraram vários pontos de retenção durante todo o dia.

 

Para evitar ficar parado no congestionamento, foi preciso desviar por dentro dos bairros mas, ainda assim, muitos motoristas precisaram disputar espaço com os foliões, que se arriscavam em meio aos carros. 

Ameaça aos foliões

Uma denúncia levou à prisão de um jovem de 18 anos que estava armado com uma pistola e participava da folia na Praça da Estação, Centro-Sul de Belo Horizonte, no fim da tarde desta segunda-feira. João Vitor de Faria Santos ainda tentou fugir pelas ruas da área central e dispensou a arma, mas acabou alcançado pelos militares do Batalhão de Choque, que reforçam o policiamento na região durante o carnaval.

De acordo com o tenente Augusto Pena, do BPChoque, a arma, uma pistola Beretta 765, estava com cinco cartuchos intactos. “Um folião passou a informação de que havia um jovem de camisa vermelha com uma arma, no cruzamento da Rua Tupinambás com Avenida dos Andradas. Fomos verificar e, ao perceber nossa aproximação, ele saiu em fuga pela Tupinambás. Na altura da Rua Espírito Santo jogou fora a pistola, mas conseguimos alcançá-lo na Rua dos Caetés”, explicou o militar.

Depois de preso, João Vitor disse aos policiais que estava em companhia de alguns colegas, do Bairro Camargos, Noroeste de BH, e que todos estavam armados. No momento da abordagem, ele estava acompanhado de quatro mulheres. Em pesquisa no prontuário do jovem, foi apurado que ele tem uma outra passagem pela polícia, tendo ficado preso na cadeia de Juatuba, na Grande BH. Preso em flagrante, por porte ilegal de arma, ele foi levado para o Ceflan 2

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