Imóvel de Elizabeth Savala vira alvo de ação judicial por dívida milionária
Ação citava horas extras, acúmulo de funções e danos morais; disputa terminou com pagamento à ex-funcionária
TMJ Brazil A atriz Christiane Torloni foi alvo de um processo trabalhista movido por uma ex-funcionária, que chegou a pedir mais de R$ 200 mil na Justiça. O caso, revelado com exclusividade pela coluna Daniel Nascimento, do jornal O Dia, acabou sendo encerrado após um acordo entre as partes na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro.
A ação foi movida por Carla de Souza Silva, que afirmou ter sido contratada em maio de 2023 para trabalhar como cuidadora. Segundo a autora, no entanto, a carteira de trabalho só teria sido assinada em agosto do mesmo ano. Ela também declarou que recebia salário de R$ 2,7 mil e que o vínculo de trabalho teria se encerrado em fevereiro de 2025.
Na reclamação trabalhista, a ex-funcionária alegou que desempenhava atividades além da função para a qual foi contratada. De acordo com os autos, além de cuidar de uma idosa da família, ela também realizaria tarefas domésticas e acompanharia viagens frequentes para Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, sem receber compensação financeira pelos deslocamentos.
Outro ponto citado no processo diz respeito à jornada de trabalho. A trabalhadora afirmou que permanecia de plantão de segunda-feira, às 7h, até sexta-feira no mesmo horário, incluindo períodos noturnos em que precisava administrar medicamentos e auxiliar a idosa em diferentes necessidades. Também foram mencionadas horas extras, trabalho noturno e atuação em feriados sem o pagamento dos adicionais correspondentes.
A ação ainda apontava supostas irregularidades em depósitos do FGTS e pedia o reconhecimento de rescisão indireta do contrato. A autora também solicitou indenização por danos morais, alegando que as situações vividas no ambiente de trabalho teriam provocado abalo psicológico e crises de ansiedade durante o período em que prestou serviços.
O valor atribuído à causa foi de R$ 201.160. Apesar das alegações apresentadas, o processo não chegou a uma decisão judicial de mérito.
As partes optaram por um acordo no valor de R$ 35 mil, pago em parcela única à ex-funcionária. O entendimento foi homologado pela Justiça do Trabalho, que também determinou ajustes na carteira de trabalho da profissional e a liberação de valores do FGTS, encerrando oficialmente o caso em fevereiro deste ano.