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Picada de escorpião: saiba como agir antes que seja tarde

Veja os cuidados essenciais e o que fazer em caso de picada

O que fazer se for picado por escorpião? SES/ Divulgação
O que fazer se for picado por escorpião? Lave a área, evite torniquetes e procure atendimento médico imediato
Redação Entretenimento clock 06/02/2026 16:22
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O Brasil enfrenta um aumento preocupante nos acidentes com escorpiões. Somente em 2025 mais de 173 mil casos foram registrados, resultando em mais de 200 mortes. Em 2024, apesar de terem ocorrido 201 mil incidentes, o número de óbitos foi menor (126), mas a letalidade dobrou de 0,06 para 0,12 em comparação ao ano anterior.

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As crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, tornando essencial conhecer os procedimentos corretos em caso de picada. Pesquisa publicada na revista Frontiers in Public Health aponta um aumento de 155% nos registros de acidentes com insetos entre 2014 e 2023. O auge de fatalidades com escorpiões aconteceu em 2023, com 430 óbitos, conforme a série histórica do Ministério da Saúde nos últimos dez anos.

 

Como agir se for picado por escorpião:

Não use pomadas no local. Elas podem mudar a coloração da pele e não impedem a ação do veneno;

Lave suavemente a área com água e sabão. Isso ajuda a reduzir complicações secundárias;

Evite torniquetes, cortes ou sucção da região atingida;

Compressas mornas podem aliviar os sintomas até a chegada ao atendimento médico;

Não aplique gelo sobre a picada;

Busque atendimento médico imediatamente.

 

O aumento da urbanização e das temperaturas elevadas contribui para a presença crescente desses aracnídeos nas cidades, mas medidas preventivas podem reduzir o risco de encontros indesejados. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, os escorpiões aparecem com mais frequência entre setembro e fevereiro. No Norte e Nordeste, por serem áreas mais quentes, a incidência pode ocorrer durante todo o ano.

 

As picadas podem ser leves, moderadas ou graves. O veneno age sobre o sistema nervoso, provocando dor intensa, que pode irradiar pelo membro afetado. Nos casos moderados, podem surgir suor excessivo, vômito e taquicardia. Já nas situações graves, além da dor intensa, há risco de salivação excessiva, insuficiência cardíaca, edema pulmonar e até morte.

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