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Técnica viral nas redes promete alívio rápido, mas especialistas alertam para os limites do método
Divulgação Freepik A popularização de métodos caseiros para lidar com crises de ansiedade ganhou força nas redes sociais, e um dos mais comentados nos últimos tempos envolve algo surpreendentemente simples: encostar um cubo de gelo na nuca. A promessa de alívio imediato atraiu muitos usuários, que relatam sensação de calma após alguns segundos de contato com o frio. Apesar do sucesso do truque, especialistas alertam: a prática pode até ajudar momentaneamente, mas está longe de ser uma solução definitiva.
Esse tipo de estímulo, segundo especialistas, pode de fato provocar reações fisiológicas que reduzem os sintomas de ansiedade. O psiquiatra Leonardo Fernandez Meyer explica, em entrevista para a "CNN", que o frio ativa o sistema parassimpático, que atua como um freio no corpo, reduzindo batimentos cardíacos acelerados e promovendo a sensação de equilíbrio. "O contato com superfícies geladas pode trazer alívio temporário da crise", afirma. Técnicas associadas, como respiração controlada e alongamento, também podem ajudar nos momentos de pico.
A explicação mais comum para o funcionamento desse método está relacionada à estimulação do nervo vago, estrutura que atua no controle de funções como a respiração e os batimentos cardíacos. O psicólogo Francisco Nogueira destaca que ainda não há evidências científicas suficientes para comprovar esse mecanismo, mas reconhece que o contexto emocional, como o cuidado de alguém ao oferecer o gelo, pode ter impacto importante. "O gesto de alguém oferecer o gelo e acolher já pode trazer sensação de segurança", observa.
Embora pareça inofensiva, a prática de recorrer apenas a técnicas caseiras pode atrasar o diagnóstico correto de transtornos mentais. Crises intensas e frequentes, sensação de sufocamento, prejuízos no trabalho ou nas relações pessoais são sinais de alerta que não devem ser ignorados. Meyer reforça que apenas o acompanhamento médico e psicoterápico pode oferecer tratamento adequado e seguro. "A busca por estratégias paliativas pode mascarar uma condição clínica grave", destaca.
Por fim, é importante lembrar que a ansiedade, em níveis moderados, faz parte da experiência humana e tem função adaptativa. O problema começa quando os sintomas passam a dominar a rotina. Nogueira ressalta que o tratamento é necessário quando o medo ou a tensão deixam de ajudar e passam a impedir a vida de seguir com qualidade. O cubo de gelo pode até ser útil como recurso de emergência, mas nunca deve ocupar o lugar da escuta profissional.
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