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A colombiana está em primeiro lugar na parada Top Latin Albums
TMJ Brazil Nesta semana, Karol G está comemorando que seu quinto álbum de estúdio, Tropicoqueta, está no topo da parada de álbuns latinos da Billboard. O álbum também entra em terceiro lugar na Billboard 200.
Segundo a Billboard, ela quebra seu próprio recorde entre artistas femininas, emplacando 20 músicas simultâneas na parada Hot Latin Songs.
Vale lembrar que Tropicoqueta foi lançado em 20 de junho pela Bichota/Interscope/ICLG. Estreia em primeiro lugar na parada de álbuns latinos, com 57 mil unidades equivalentes de álbuns vendidas nos Estados Unidos na semana de acompanhamento encerrada em 26 de junho, de acordo com a Luminate.
Da primeira semana de venda do disco, a atividade de streaming contribuiu com 54.500 unidades, o que se traduz em 74,64 milhões de transmissões oficiais de áudio e vídeo sob demanda de suas músicas. Esta é a maior semana de streaming deste ano para um álbum latino de uma mulher. Apenas um outro álbum latino, no geral, teve semanas de streaming maiores este ano, Debí Tirar Más Fotos, de Bad Bunny, com oito semanas a mais que o número de streamings de abertura de Karol G, informou a publicação.
Graças à chegada de Tropicoqueta ao primeiro lugar, Karol G conquista seu quarto lugar consecutivo no topo das paradas no Top Latin Albums. Ela entra para um grupo de elite de artistas femininas que alcançaram pelo menos quatro álbuns número 1 ou mais, depois de Jenni Rivera, Selena e Shakira, que ostentam sete álbuns número 1 cada, e se iguala a Ednita Nazario, Gloria Trevi e Thalia, com quatro álbuns número 1 cada.
Karol G não está disposta a se moldar às expectativas de ninguém. Em entrevista à revista Variety, a estrela colombiana falou abertamente sobre as reações ao seu mais recente lançamento, o álbum Tropicoqueta, que estreou na última sexta-feira e já está dando o que falar.
O ponto central das críticas? O single 'Latina Foreva', no qual a artista aparece cantando versos que exaltam o corpo feminino, ao mesmo tempo em que ostenta um figurino ousado em cenas à beira da piscina.
'Sabia que nos ver de biquíni e ouvir eu cantando sobre peitos e bundas iria gerar discussão', afirma Karol, com a serenidade de quem conhece o próprio terreno. 'Mas esse álbum tem tudo: tem faixas profundas, emocionantes, que tocam a alma. E também tem momentos divertidos. Às vezes, são picantes, porque nós, latinas, somos tudo. Por que não podemos ser tudo?'
Com um discurso direto, Karol rebate as acusações de que estaria sexualizando o corpo da mulher latino-americana de forma excessiva. Para ela, essa visão é limitada e pouco condizente com o que propõe artisticamente: autenticidade, complexidade e liberdade.
Desde que explodiu no cenário latino com hits como 'Tusa' e 'Bichota', Karol G tem se mostrado uma figura multifacetada. O sucesso de Tropicoqueta só reforça sua habilidade em transitar entre o pop, o reggaeton, o rap e até elementos de funk brasileiro como em sua colaboração com a dupla Tropkillaz. E se o álbum causou ruído, Karol encara isso como um sinal de que sua arte está tocando onde precisa.
'Tenho plena consciência de que hoje mais pessoas me assistem, e isso muda a responsabilidade', disse à Variety. 'Mas sei que nem todo mundo vai gostar de mim, e está tudo bem. Estou seguindo meu coração e é isso o que você vai encontrar nesse disco.'
Mais do que respostas afiadas, Karol deixa claro que suas decisões criativas são reflexo de uma identidade em constante evolução, que se recusa a caber em rótulos. O resultado é um trabalho que, mesmo enfrentando resistência, continua a ocupar espaço e levantar debates importantes sobre feminilidade, expressão cultural e autonomia.