UAI

Stalker de MG é investigada por usar 2 mil números de celulares de alunos

Kawara Welch é investigada por usar chips de tablets disponibilizados pela prefeitura de Ituiutaba a estudantes da rede municipal

Stalker de Minas Gerais é investigada por usar 2 mil números de celulares de alunos Divulgação/Reprodução/Facebook
Douglas Lima - Especial para o Uai clock 22/05/2024 11:14
compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp SIGA NO google-news

A Polícia Civil investiga como a stalker de um médico em Minas Gerais conseguiu enviar mensagens para a vítima utilizando mais de dois mil números de celular diferentes. A suspeita é que ela tenha utilizado chips destinados a alunos da rede municipal de Ituiutaba ou que tenha contado com a ajuda de um hacker.

Leia Mais

Kawara Welch, de 23 anos, que foi presa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, no início de maio pelo crime de stalking após perseguir o profissional de saúde de Ituiutaba, em Minas Gerais. Durante cinco anos, ela enviou 1.300 mensagens e fez 500 ligações para ele e sua família.

 

A defesa da jovem alega que os dois tinham um relacionamento, mas a vítima nega e registrou 42 boletins de ocorrência (BO) contra ela por perturbação do sossego e trabalho, lesão corporal, ameaça e extorsão.

 

A prefeitura de Ituiutaba disse que os telefones usados são de chips de internet disponibilizados durante a pandemia de Covid-19, para a realização de aulas remotas para os estudante da Rede Municipal de Ensino. O município apura se a mulher usava um software para clonar números de telefones de vários locais, incluindo os que foram distribuídos para os alunos.

 

À Globo a defesa da stalker negou a acusação e afirmou que ela não teria capacidade técnica para fazer esse tipo de procedimento. Após o início das investigações do caso, a prefeitura recebeu um ofício da Polícia e auxilia na apuração dos fatos.

 

O delegado contou ao portal O Globo que as investigações mostram que a obsessão da mulher motivou o crime. Segundo Rafael Faria, ela "precisava se autoafirmar com um relacionamento inexistente com o médico".

 

"Ela tinha ilusões de que esse relacionamento realmente existia entre eles, isso fazia com que ela frequentasse os mesmos ambientes que a vítima, como locais de trabalho, residência, hospitais, clínicas. Ela o perseguia de forma reiterada. Não há nenhum indício da existência de um relacionamento entre eles, ou que o médico prometesse algo a ela, ou que ficasse dando indiretas a ela", destacou.

 

Em entrevista ao Fantástico, o médico contou que conheceu Kawara em 2018, quando a atendeu para um quadro de depressão. Segundo ele, as perseguições começaram em 2019, quando ela dizia estar apaixonada por ele.

 

Devido às insistentes tentativas de contato, ela foi excluída da lista de pacientes do profissional. Depois disso, ela passou a fazer ameaças e a ligar para os familiares do médico, incluindo seu filho de 8 anos. Kawara Welch também teria enviado fotos a ele com lençóis e cordas amarrados no pescoço e outras com tom de despedida.

compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp