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Acessório pode alterar a sensibilidade, interferir na amamentação e provocar complicações; ginecologista e dermatologista explicam os cuidados necessários.
Instagram O piercing no mamilo voltou a chamar atenção após Rihanna exibir o acessório em uma campanha de sua marca de lingerie. A cantora não é a única celebridade que já aderiu à perfuração: Kendall Jenner e Bella Hadid também tiveram seus nomes associados à tendência, que desperta curiosidade tanto pelo apelo estético quanto pelas possíveis consequências para a saúde.
Mas será que o acessório aumenta ou diminui a sensibilidade? Quem tem piercing pode amamentar? É preciso retirar a joia durante a gravidez? Para esclarecer essas dúvidas, o gshow conversou com a ginecologista e obstetra Lívia Maria Del Monaco de Paula Santos e Silva e com a dermatologista Ana Julia Niederauer.
Verdade, mas o efeito varia de pessoa para pessoa. Segundo a dermatologista, a região pode ficar mais sensível inicialmente por causa do estímulo provocado pela joia e da resposta inflamatória do organismo à perfuração.
Por outro lado, também existe a possibilidade de redução ou perda da sensibilidade. Isso pode acontecer quando pequenas ramificações nervosas são lesionadas durante o procedimento.
Sim, mas a perfuração pode trazer dificuldades. O acessório pode provocar alterações nos ductos mamários, responsáveis pelo transporte do leite, e até comprometer a passagem do alimento em alguns casos.
A ginecologista explica que há registros de obstrução desses canais em decorrência da perfuração e da cicatrização. Mesmo com a retirada da joia, algumas mulheres podem apresentar redução na quantidade de leite. Outras, no entanto, conseguem amamentar normalmente.
A recomendação é retirar o piercing antes de oferecer o peito ao bebê e mantê-lo fora durante todo o período de amamentação.
Não existe uma orientação geral para que toda mulher retire um piercing já cicatrizado assim que engravida. A necessidade deve ser avaliada individualmente, considerando possíveis desconfortos e alterações nas mamas.
Já realizar uma nova perfuração durante a gestação não é recomendado. Nesse período, as mamas ficam mais sensíveis e vascularizadas, o que exige atenção aos riscos de infecção e dificuldades de cicatrização.
Verdade. Entre as possíveis complicações estão infecções bacterianas, queloides, cicatrizes hipertróficas e rejeição da joia. A cicatrização costuma levar de seis meses a um ano, podendo demorar mais quando há infecção ou trauma.
Vermelhidão intensa que se espalha, dor crescente, inchaço acentuado, secreção com mau cheiro ou febre são sinais de alerta que exigem avaliação médica.
Mito. O fechamento depende do tempo de uso e das características de cada organismo. Perfurações recentes tendem a fechar com mais facilidade, enquanto furos antigos podem permanecer abertos mesmo após a retirada do acessório. Também pode ficar uma pequena marca na pele.
A higienização deve ser feita com água e sabonete suave ou soro fisiológico, conforme orientação profissional. Também é importante evitar girar ou mexer na joia sem necessidade, reduzir o atrito com roupas apertadas e evitar piscinas e praias durante a fase inicial de cicatrização.
Pessoas com tendência a queloides, diabetes descompensado, imunidade comprometida ou lesões na região devem passar por avaliação médica antes de realizar o procedimento.
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