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Inventário da cantora ainda não foi concluído, enquanto direitos autorais e projetos audiovisuais continuam gerando rendimentos
Reprodução Instagram
05/11/2026 11:00
Cinco anos após a morte de Marília Mendonça, completados nesta quinta-feira (5), o patrimônio deixado pela cantora continua sendo assunto de interesse. A artista morreu aos 26 anos, em novembro de 2021, após o avião bimotor em que viajava atingir cabos de energia e cair em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. Outras quatro pessoas também perderam a vida no acidente: o tio e assessor Abicieli Silveira, o produtor Henrique Ribeiro, o piloto e o copiloto. Com uma carreira de enorme sucesso, a sertaneja deixou uma fortuna estimada em R$ 500 milhões.
Pela legislação brasileira, Léo, de 6 anos, filho da cantora com Murilo Huff, é o único herdeiro direto do patrimônio. Como ainda é menor de idade, a administração dos bens precisa seguir regras específicas, com acompanhamento e fiscalização judicial. Em 2025, Murilo e Dona Ruth Moreira, mãe de Marília, protagonizaram uma disputa na Justiça pela guarda unilateral do menino. Até o momento, não houve divulgação pública de uma decisão definitiva sobre o processo.
O patrimônio de Marília é composto por diferentes fontes de renda. Entre elas estão imóveis, como a mansão localizada em um condomínio de luxo em Goiânia, aplicações financeiras, participações em empresas e os direitos relacionados à sua produção musical.
O catálogo da cantora continua sendo uma das principais fontes de receita. De acordo com um levantamento do Ecad divulgado em 2025, Marília possui 349 obras musicais e 520 gravações cadastradas. Esse repertório gera pagamentos de direitos autorais e conexos sempre que as músicas são reproduzidas em plataformas digitais, rádios, programas de televisão e apresentações públicas.
Outro fator que contribui para a movimentação financeira do legado são os projetos audiovisuais sobre sua trajetória, incluindo documentários, filmes e séries. Os direitos patrimoniais sobre as composições permanecem protegidos por 70 anos após a morte do autor, conforme a legislação brasileira. No caso de Marília, o prazo se estende até 31 de dezembro de 2091.
Em 2023, Dona Ruth explicou, durante participação no podcast Prosa do Sertanejeiro, como funcionava a divisão dos rendimentos relacionados à obra da filha. Segundo ela, 30% são destinados a Léo, outros 20% passaram a ser direcionados a ela após sua entrada no escritório responsável pela carreira da cantora, enquanto os 50% restantes ficam com a estrutura que administra o catálogo musical.
Apesar dos anos que se passaram desde a morte da artista, não há confirmação pública de que o inventário tenha sido encerrado. Em manifestações anteriores, Dona Ruth afirmou que os recursos pertencentes ao neto estão protegidos e que a administração do patrimônio envolve prestação de contas.
Também é importante destacar que os R$ 500 milhões frequentemente associados à herança representam uma estimativa divulgada, e não um valor oficialmente confirmado pela Justiça no processo de inventário.
Mesmo após sua partida, Marília permanece entre os nomes mais marcantes da música sertaneja brasileira. Canções como "Infiel", "Supera", "Graveto" e "Todo Mundo Vai Sofrer" continuam conquistando ouvintes e mantendo vivo o sucesso de sua trajetória.
A história da artista também ganhou novos registros audiovisuais. Em 2019, o Globoplay lançou o documentário "Marília Mendonça: Todos os Cantos". Mais recentemente, em outubro de 2026, o Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, inaugurou a exposição "Marília Mendonça: A Rainha da Sofrência", com curadoria aprovada pela família. No mesmo período, chegou ao Prime Video a série documental "Marília Mendonça: Sentimento Louco", dedicada à vida e à carreira da cantora.
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