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Apresentador relembrou a infância marcada pela dependência do pai e explicou como a experiência influenciou sua vida familiar
Wallace Ximenes / Divulgação
Rodrigo Faro relembrou um dos períodos mais difíceis de sua infância em entrevista à revista Quem. O apresentador perdeu o pai aos 12 anos, em decorrência de problemas relacionados ao consumo de álcool. Segundo ele, a separação dos pais, quando tinha cerca de nove anos, mudou a dinâmica familiar e o obrigou a amadurecer precocemente, assumindo responsabilidades ao lado do irmão, da mãe e da avó.
"A dificuldade que veio com a separação dos meus pais e com o alcoolismo que acabou levando o meu pai fizeram com que eu adquirisse responsabilidade muito cedo. Quando eu vivi aquilo, não era fácil. Mas isso me deu uma capacidade de autodefesa e fez com que eu quisesse cuidar muito das pessoas que estão do meu lado", disse.
O apresentador também destacou a importância da mãe e da avó em sua formação pessoal. Criado por mulheres, ele acredita que essa convivência influenciou sua maneira de enxergar os relacionamentos e contribuiu para a construção de seus valores.
"Tive um pai maravilhoso até os nove anos e depois essa figura paterna infelizmente desapareceu. Isso poderia até ter causado algum trauma, mas a minha mãe me ensinou a levar para o outro lado. A partir da ausência do meu pai, eu comecei a ter a minha personalidade moldada por mulheres, pela minha mãe e avó. E isso foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. A mente masculina é muito simples; é meio que 'quero me dar bem na vida e, no final de semana, jogar uma bolinha e tomar uma cerveja com os amigos'. A de uma mulher tem muitas nuances. Fui criado por mulheres; toda a educação e os valores que recebi vieram muito desse universo. A primeira vez que eu namorei na minha vida, eu tive conselho de uma mulher e não de um homem", explicou.
A experiência familiar também influenciou uma decisão que Rodrigo mantém até hoje: não consumir bebidas alcoólicas. Casado com Vera Viel há 23 anos, ele é pai de Clara, de 21 anos, Maria, de 18, e Helena, de 13. O artista afirmou que sua escolha está relacionada ao desejo de construir uma realidade diferente daquela que viveu na infância, oferecendo às filhas e à esposa uma relação baseada no cuidado e na segurança.
"Talvez por isso eu tenha hoje essa tranquilidade, essa paz e essa vontade de cuidar das pessoas, de querer ser o que infelizmente eu não tive. Eu não coloco uma gota de álcool na minha boca. Isso não é um trauma, é uma decisão. Quero ser o melhor pai para minhas filhas. Isso é minha obrigação. Quero proporcionar o melhor para minha esposa. Se ela está feliz, a gente está feliz".