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Virginia Fonseca, Neymar Jr. e artistas do funk chamam atenção pelas peças de luxo
Reprodução Instagram
Relógios avaliados em milhões de reais, colares de ouro, diamantes e joias exclusivas fazem parte do visual de diversas celebridades. Virginia Fonseca e Vini Jr., por exemplo, chamam atenção pelas peças de grife que usam, enquanto Neymar Jr. também é conhecido por sua coleção de relógios de luxo. No funk, nomes como MC Daniel, MC Ryan SP e Oruam apostam em correntes robustas e acessórios personalizados, que se tornaram marcas de seus estilos.
Além da aparência, esses itens carregam significados que vão muito além do preço. Afinal, por que algumas pessoas sentem tanta vontade de exibir suas conquistas materiais, especialmente depois de alcançar sucesso financeiro?
Para Glaucia Santana, terapeuta do Espaço Hi, a ostentação pode estar ligada à história pessoal e à importância simbólica que determinados bens assumem. Uma joia cara, por exemplo, pode representar a conquista de algo que antes parecia distante ou inacessível.
Quando alguém passa a ter condições de comprar objetos que antes faziam parte apenas de seus desejos, a aquisição também pode funcionar como uma forma de reconhecer a própria trajetória. Nesse contexto, mostrar uma peça de luxo não significa necessariamente querer impressionar os outros, mas também celebrar uma mudança de vida.
Entre artistas e influenciadores, há ainda um aspecto profissional. A imagem pública é parte da construção de suas marcas pessoais, e roupas, relógios e joias podem ajudar a transmitir uma identidade específica. No rap e no funk, correntes de ouro e acessórios com diamantes também ganharam espaço como símbolos de conquista, poder aquisitivo e ascensão social.
As redes sociais ampliaram a visibilidade desse fenômeno. Uma peça que antes seria vista apenas em eventos ou encontros presenciais agora pode alcançar milhões de pessoas em poucos segundos. Com isso, o consumo de luxo também passou a integrar a maneira como celebridades se apresentam ao público e reforçam sua imagem.
Segundo Glaucia, é importante distinguir o prazer de adquirir algo desejado da necessidade constante de demonstrar poder ou status. Em uma sociedade marcada pela comparação, a busca por reconhecimento pode influenciar a relação das pessoas com o consumo. O alerta surge quando a satisfação depende cada vez mais de possuir itens caros ou exclusivos e de receber a aprovação dos outros.
Isso não significa que toda pessoa que gosta de ostentar esteja tentando compensar uma insegurança. O uso de joias chamativas pode ser uma escolha estética, uma paixão por acessórios ou uma maneira de comemorar uma conquista pessoal. O significado depende da relação que cada indivíduo estabelece com esses objetos.
Para a terapeuta, a diferença está no papel que os bens materiais ocupam na construção da identidade. Comprar um relógio por gostar de seu design ou por admirar sua fabricação é diferente de acreditar que somente uma peça cara será capaz de demonstrar valor pessoal.
Quando a autoestima passa a depender da reação alheia, a satisfação proporcionada pelo consumo pode ser passageira, exigindo novas aquisições para manter a sensação de reconhecimento. Por isso, mais importante do que o preço de uma joia é compreender o significado que ela tem para quem a usa.
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