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Famosas tiveram câncer de mama antes dos 40: saiba o que observar

Casos de Patrícia Pillar, Fernanda Motta e Bruna Furlan reforçam a importância de reconhecer alterações nas mamas e conhecer o histórico familiar

Câncer de mama em mulheres jovens: quais sinais não devem ser ignorados?

Reprodução Instagram
Câncer de mama antes dos 40: casos de famosas reforçam sinais que merecem atenção
Redação Entretenimento clock 11/10/2026 10:00
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Quando Fernanda Motta percebeu um caroço na mama durante o banho, tinha 38 anos. Patrícia Pillar também enfrentou um câncer de mama ainda jovem, aos 37. Mais recentemente, Bruna Furlan de No%u0301brega revelou ter recebido o diagnóstico aos 24 anos.

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Embora o câncer de mama seja mais frequente com o avanço da idade, histórias como essas colocam uma questão importante no Outubro Rosa: o que observar quando ainda se está fora da faixa etária habitual de rastreamento?

 

Para a Dra. Roberta Galvão, oncologista e especialista em oncogenética, a resposta não está em fazer exames indiscriminadamente cada vez mais cedo, mas em conhecer o próprio corpo e levar mudanças persistentes a sério.

 

“Existe uma ideia de que, por ser jovem, determinada alteração provavelmente não é nada. A maioria das mudanças mamárias pode realmente ter causas benignas, mas isso precisa ser definido após avaliação. Nódulos, alterações persistentes na pele, retrações, mudanças no mamilo e saída espontânea de secreção não devem ser ignorados por causa da idade”, explica.

 

E se houver câncer na família?

 

A presença da doença na família costuma acender imediatamente um alerta, mas um único caso não significa necessariamente uma síndrome hereditária.

 

“Um câncer em um parente isoladamente nem sempre é motivo de suspeita. O que chama atenção é a combinação: quem teve câncer, qual foi o tipo de tumor, com que idade apareceu, quantas pessoas foram acometidas e qual o grau de parentesco. É esse desenho que pode indicar a necessidade de uma investigação genética”, afirma Roberta.

 

Quando existe indicação, o aconselhamento genético pode ajudar a definir um acompanhamento individualizado. Isso não significa, porém, viver em busca de sinais da doença.

 

“Não queremos que uma mulher de 30 anos passe a vida procurando câncer. Queremos que ela conheça suas mamas, saiba sua história familiar e procure avaliação quando perceber uma mudança persistente. Informação deve servir para orientar o cuidado, e não para produzir medo”, finaliza a oncologista.

 

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