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Marina Ruy Barbosa revela novo desejo profissional: 'Ficou interessante'

Aos 31 anos, atriz afirma que prefere personagens capazes de tirá-la da zona de conforto e fala sobre os desafios de interpretar mulheres reais

Marina Ruy Barbosa Reprodução Instagram
Marina Ruy Barbosa fala sobre a nova fase da carreira e os desafios que busca em seus próximos trabalhos
Redação Entretenimento clock 10/10/2026 07:00
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Aos 31 anos, Marina Ruy Barbosa vive uma nova etapa profissional e afirma estar cada vez mais interessada em personagens que a desafiem. Após estrear em "Antártida", a atriz se prepara para interpretar Cleonice Rossi, a Nice, primeira mulher de Roberto Carlos. Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, ela explicou que prefere correr riscos a repetir fórmulas que já domina.

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"Não tenho muito interesse em repetir aquilo que já sei fazer só porque funciona. Depois de tantos anos trabalhando, o risco ficou mais interessante para mim do que a segurança. Quero me surpreender comigo mesma para assim, surpreender o público", afirmou.

 

Em Antártida, Marina interpreta Inês, uma mulher marcada por conflitos psicológicos e situações de violência que nem sempre são expostas de forma evidente. Segundo a atriz, o papel exigiu uma atuação mais silenciosa e contida, baseada principalmente no que a personagem sente internamente. "A Inês me exigiu um lugar de contenção, de silêncio, de coisas que estão acontecendo por dentro antes de aparecerem por fora. E eu gosto muito desse tipo de personagem, porque nem tudo precisa ser explicado para o público", contou.

 

Ao assistir ao filme finalizado, ela também se emocionou ao perceber como os momentos isolados das gravações ganharam sentido na história completa: "Foi emocionante perceber que toda aquela experiência tão fragmentada de filmar tinha se tornado uma história inteira. E também foi estranho, no melhor sentido, olhar para a Inês e conseguir me afastar um pouco de mim."

 

Agora, a atriz encara outro trabalho baseado em uma mulher que realmente existiu. Ao dar vida a Nice, Marina pretende investigar quem estava por trás do título de primeira esposa de Roberto Carlos. "Quem era a mulher que viveu aquele período? Quem era Nice para além da definição de 'primeira mulher de Roberto Carlos'? Esse 'para além de' é sempre onde começo a procurar uma personagem", explicou.

 

A artista já havia enfrentado esse tipo de preparação ao interpretar Suzane von Richthofen em "Tremembé" e destaca a responsabilidade envolvida em representar pessoas reais: "Existe uma responsabilidade adicional porque você não parte de uma página em branco. Há documentos, imagens, relatos, pessoas que conviveram com aquela mulher. Mas eu tento não transformar interpretação em imitação. A pesquisa é fundamental, claro. Observo voz, corpo, contexto histórico, relações familiares, ambiente social. Mas chega um momento em que preciso abandonar um pouco a pesquisa para encontrar humanidade."

 

Para Marina, o objetivo é utilizar as referências sem ficar presa a uma reprodução literal da pessoa retratada. Mais seletiva depois de tantos anos de carreira, a atriz afirma que procura personagens capazes de provocar descobertas e tirá-la da zona de conforto. "Quero encontrar alguma coisa que eu ainda não saiba resolver. Se eu leio um roteiro e imediatamente sei como faria aquela personagem, talvez ela não seja a personagem certa para mim naquele momento. Gosto quando existe uma pergunta antes de existir uma resposta", afirmou.

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