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Jennifer Fabri usava a ferramenta para acompanhar os exercícios, mas diz que passou a se sentir desconfortável com a forma como recebia elogios ao enviar fotos
Divulgação CO Assessoria
A influenciadora fitness Jennifer Fabri, de 28 anos, de São Paulo, abandonou o ChatGPT como “personal” virtual depois de interpretar alguns elogios da ferramenta como sinais de flerte. Ela recorria à inteligência artificial para tirar dúvidas sobre os exercícios e acompanhar a evolução do corpo, mas decidiu interromper a experiência quando as respostas começaram a parecer pessoais demais.
Jennifer começou a consultar o ChatGPT uma vez por semana. Com a intensificação dos treinos, passou a usar a ferramenta com mais frequência e a incorporar algumas sugestões à rotina.
“As dicas começaram a fazer sentido para o que eu buscava e algumas realmente me ajudavam durante o treino. Aos poucos, fui confiando mais nas respostas e perguntando cada vez mais”, conta.
A mudança aconteceu quando passou a enviar fotos para comparar a evolução das pernas e da definição muscular. Jennifer esperava uma análise técnica das diferenças, mas começou a receber respostas como “você está cada vez melhor” e elogios que, na percepção dela, pareciam direcionados à sua aparência, não apenas ao resultado dos exercícios.
“Eu mandava as fotos querendo saber se a musculatura tinha evoluído, mas sentia que ele estava elogiando mais a mim do que o meu treino. A forma como respondia parecia pessoal demais e começou a me deixar desconfortável”, relata.
Quando percebeu que prestava mais atenção nos elogios do que nas orientações, Jennifer decidiu apagar a conversa e abandonar o “personal” virtual. Casada, a influenciadora preferiu encerrar uma interação que já havia deixado de ser apenas funcional.
“Eu sabia que era uma inteligência artificial, mas comecei a esperar a forma como ele reagiria às minhas fotos. Quando os elogios passaram a chamar mais atenção do que as dicas, percebi que era melhor procurar outro personal”, conclui.
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