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Tainá Militão relata dor intensa após o parto e médico explica o motivo

Influenciadora contou que as cólicas após o nascimento de Gabriel foram mais fortes do que nos partos anteriores; obstetra explica por que isso pode acontecer

Tainá Militão Reprodução Instagram
Tainá Militão revelou que enfrenta cólicas intensas após o nascimento de Gabriel, seu terceiro filho
Redação Entretenimento clock 03/10/2026 09:00
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O nascimento de um bebê não significa que as contrações chegaram ao fim. Tainá Militão chamou atenção para uma etapa pouco comentada do puerpério ao revelar que vem enfrentando cólicas intensas após dar à luz Gabriel, seu terceiro filho e o primeiro com Éder Militão.

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A influenciadora contou que as dores são diferentes das que sentiu após os dois partos anteriores e chegam a lembrar as contrações do trabalho de parto. Gabriel nasceu no último fim de semana, em Madri, na Espanha. Nos dias seguintes, Tainá relatou nas redes sociais que, apesar da felicidade com a chegada do filho, também precisou lidar com inchaço, cansaço e cólicas fortes.

 

Embora possa causar preocupação, a contração do útero nos primeiros dias depois do parto faz parte da recuperação do organismo. O fenômeno é conhecido como cólica pós-parto e está ligado à involução uterina, processo em que o útero começa a retornar gradualmente ao tamanho que tinha antes da gestação.

 

Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Paulo Noronha, a sensação realmente pode ser semelhante à vivida durante o trabalho de parto. "Durante a gravidez, o útero aumenta muito de tamanho para acomodar o bebê. Depois do nascimento, ele precisa iniciar um processo de contração para voltar progressivamente às suas dimensões anteriores. Por isso, é possível que a mulher sinta cólicas nos primeiros dias do puerpério. Algumas descrevem exatamente como pequenas contrações de parto, porque o mecanismo envolve a contração da musculatura uterina", explica.

 

Um detalhe do relato de Tainá também chamou atenção: a influenciadora afirmou não se lembrar de ter enfrentado dores tão fortes após os dois primeiros filhos e contou que recebeu a explicação de que, depois do terceiro bebê, as cólicas poderiam ser mais intensas. De acordo com Noronha, essa diferença pode ocorrer nas gestações seguintes.

 

"Em mulheres que já tiveram outros filhos, o útero passou anteriormente por processos de distensão e involução. As contrações do pós-parto podem ser percebidas de maneira mais intensa nas gestações seguintes. Isso explica por que uma mulher pode praticamente não se lembrar dessas cólicas depois do primeiro filho e considerá-las bastante desconfortáveis depois do segundo ou do terceiro", afirma.

 

A amamentação também pode aumentar a percepção das dores, já que a sucção estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado tanto à ejeção do leite quanto às contrações uterinas. "É relativamente comum a mulher colocar o bebê para mamar e perceber a cólica naquele momento. A ocitocina liberada durante a amamentação favorece a contração do útero. Embora possa causar desconforto, esse processo tem uma função importante na recuperação pós-parto", explica o obstetra.

 

Apesar de as cólicas serem esperadas em muitos casos, nem toda dor após o nascimento deve ser automaticamente considerada parte normal do puerpério. Intensidade crescente, febre, mal-estar importante, sangramento excessivo, secreção com odor desagradável ou uma dor que não apresenta melhora são sinais que precisam ser avaliados por uma equipe médica.

 

"O puerpério é um período de grandes mudanças no organismo e não devemos normalizar qualquer sintoma simplesmente porque a mulher acabou de ter um bebê. Se a dor é muito intensa, piora em vez de melhorar ou aparece acompanhada de febre, sangramento importante ou alteração do estado geral, é necessário procurar atendimento para descartar complicações", alerta Dr. Paulo Noronha.

 

O relato de Tainá Militão coloca em evidência uma fase da maternidade que costuma receber menos atenção do que a gestação e o parto. Enquanto os cuidados com o recém-nascido passam a ocupar grande parte da rotina, o organismo da mãe continua enfrentando mudanças importantes para se recuperar da gravidez.

 

"Existe uma expectativa de que, depois que o bebê nasce, o corpo simplesmente comece a voltar ao normal. Na realidade, o puerpério é uma continuação importante da assistência obstétrica. É uma fase que exige acompanhamento, descanso e atenção aos sinais que o organismo apresenta", conclui o ginecologista e obstetra.

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