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Cantora contou que passou por procedimento após a segunda gestação; cirurgião explica o que é a plicatura abdominal e quando ela é indicada
Instagram Kelly Key Kelly Key, de 43 anos, revelou um dos procedimentos que ajudaram na recuperação do abdômen após as gestações. Mãe de três filhos — Suzanna Freitas, de 27 anos, do relacionamento com Latino; Jaime Vitor, de 21, e Artur, de 9, do casamento com Mico Freitas —, a cantora contou que passou por uma cirurgia para corrigir a musculatura abdominal depois da segunda gravidez.
Além do procedimento, Kelly mantém uma rotina com alimentação equilibrada e atividades físicas. Ao falar sobre o corpo definido, no entanto, ela fez questão de destacar que não atribui o resultado somente aos hábitos saudáveis.
“Eu nunca fiz lipo LED, mas já fiz a costura da musculatura do abdômen após a minha segunda gestação. Não tenho nenhum problema em falar sobre os procedimentos estéticos que fiz e faço. Acho inclusive importante falar, porque seria injusto atribuir exclusivamente à alimentação e ao treino um resultado que também tenha tido alguma intervenção estética", revelou.
O procedimento citado por Kelly Key é conhecido popularmente como “costura abdominal”. O nome médico é plicatura da musculatura abdominal, técnica utilizada para corrigir a diástase, caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen.
Segundo Jorge Luiz Abel, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional de São Paulo, durante a gestação o crescimento do útero exerce pressão sobre a parede abdominal e pode provocar o afastamento da musculatura.
Após o parto, os órgãos retornam à posição habitual, mas os músculos podem permanecer separados em algumas mulheres. É nesse contexto que pode surgir a diástase abdominal.
Apesar de a cirurgia ser uma possibilidade para determinados casos, o especialista explicou ao Gshow que nem todo afastamento muscular exige correção cirúrgica.
“Toda mulher pós-parto tem uma diástase muscular. O problema é que nem todas as diástases precisam ser corrigidas. Existem diástases musculares de 3 ou 4 centímetros que a gente pode melhorar muito com atividade física, com o tratamento adequado do ponto de vista de fisioterapia, de respiração, enfim. É possível fazer pequenas correções ou melhora na contenção da parede abdominal sem a necessidade de cirurgia.”
De acordo com Jorge Luiz Abel, a avaliação individual é fundamental para determinar a necessidade do procedimento. Em casos em que o afastamento dos músculos ultrapassa determinado grau, a cirurgia pode ser indicada.
“Quando o afastamento dos músculos é superior a 4 a 5 centímetros. Nesses casos, realmente se traz um ganho na contenção da parede anterior do abdômen, diminuindo a possibilidade de hérnias na região do umbigo e permitindo que essa parte tenha uma contenção maior na cinta muscular, melhorando inclusive o movimento do trânsito intestinal”, explica.
O médico ressalta ainda que a cirurgia não deve ser realizada imediatamente após o nascimento do bebê. Para ele, o ideal é aguardar a recuperação do organismo e o fim do período de amamentação.
“Eu, particularmente, não acho correto, porque a mulher no pós-parto ainda está sob efeito hormonal. Aquela musculatura ainda está relaxada. Fazer esse tipo de correção não acho seguro e também não acho que o resultado vai ficar tão efetivo.”
A recomendação é esperar até que a mulher retome a rotina habitual. “Nesses casos, a musculatura vai ter voltado à sua situação que seria natural.”
O período de recuperação costuma envolver alguns cuidados específicos. Segundo o cirurgião, a paciente utiliza uma cinta modeladora para ajudar a reduzir o inchaço e manter a parede abdominal contraída durante os primeiros dias.
“É importante que, nesse período, ela não pegue pesos. É preciso ter cuidado também com constipações intestinais e evitar fazer força na evacuação, pois pode ocasionar ruptura dos pontos.”
A retomada dos exercícios físicos, conforme a orientação apresentada pelo especialista, acontece de forma gradual e pode ocorrer depois de dois a três meses.
O médico explica ainda que a mãe pode segurar o bebê no colo, desde que evite movimentos que exijam esforço abdominal, como abaixar-se para retirar a criança do berço e levantá-la.
“Se ela estiver sentada, alguém coloca o bebê no colo dessa mãe para ela poder amamentar. O que ela não deve é se abaixar para pegá-la dentro do berço e fazer todo esse movimento de levantamento da criança. Mas ressalto: o ideal é fazer essa cirurgia quando a vida volta ao normal e não após o parto.”
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