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Atriz relembrou cobranças estéticas que enfrentou na carreira e contou como passou a enxergar o próprio corpo após a pandemia
Reprodução Instagram
Leandra Leal, de 43 anos, falou sobre uma das maiores pressões que enfrentou ao longo da carreira: a cobrança constante para mudar o próprio corpo. A atriz revelou que passou anos convivendo com pedidos para emagrecer antes de assumir novos trabalhos e afirmou enxergar um retrocesso na relação das mulheres com a própria aparência, principalmente diante da popularização das canetas emagrecedoras.
Em entrevista ao programa "Sem Censura", a artista contou que demorou a encontrar uma relação mais saudável com o próprio corpo. Segundo ela, por muito tempo, iniciar um novo projeto vinha acompanhado de comentários sobre a necessidade de perder peso.
"Eu nunca tinha começado nenhum trabalho sem um: 'acho que você tinha que perder uns 5 kg, uns 3 kg'. O tempo inteiro era assim", lembrou.
A mudança de perspectiva aconteceu durante a pandemia, quando Leandra passou por um processo de reflexão e passou a valorizar o próprio corpo de outra maneira. A atriz explicou que a terapia também teve papel importante nessa transformação.
"Foi uma coisa que a pandemia me trouxe. Na pandemia, eu desenvolvi uma gratidão por estar viva e que eu só podia estar viva através desse corpo. E, esse corpo é a minha fonte de vida. É a minha fonte de prazer. E isso é incrível", afirmou.
Durante esse período, Leandra disse que conseguiu se libertar de antigas cobranças e se permitiu viver sem a preocupação constante com a balança. A chegada do segundo filho, Damião, nascido em 2024, também fez parte desse processo de aceitação. Ela ainda é mãe de Júlia, de 12 anos, adotada em 2016.
Ao comentar sobre o cenário atual, a atriz demonstrou preocupação com a pressão estética envolvendo o uso de medicamentos para emagrecimento. Para ela, a busca por um padrão de beleza continua afetando principalmente as mulheres.
"Mas, é uma pressão. E, agora, com as canetas emagrecedoras, é uma coisa louca. A gente está vivendo um retrocesso [...] Durante muitos anos, nós mulheres não conseguimos gostar de nós mesmas. Não somos autorizadas a gostar da gente porque não estamos satisfeitas se o outro não fala que a gente é legal. Isso é uma forma de dominação", declarou.
No fim da entrevista, Leandra deixou uma mensagem para mulheres e meninas que enfrentam dificuldades relacionadas à autoestima e aos padrões impostos pela sociedade: "[Desejo] que uma mulher goste de si, do corpo que ela tem, da vida que ela tem e do prazer que ela pode ter com esse corpo."