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Ministério Público investiga práticas da plataforma de apostas e quer entender campanhas publicitárias com influenciadores
Reprodução Instagram
A atuação de influenciadores em campanhas de casas de apostas voltou ao centro de uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O órgão solicitou os contratos de publicidade firmados por Neymar Jr. e Virginia Fonseca com a plataforma Blaze, como parte de um inquérito civil que apura possíveis irregularidades na atuação da empresa no Brasil.
No pedido formal, a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) busca detalhar como foram estruturadas as campanhas publicitárias, com foco especial no uso de expressões como "renda extra". A medida integra um conjunto de ações voltadas a entender as estratégias de marketing da empresa e sua relação com o público.
Importante destacar que nem Neymar nem Virginia são alvos de investigação. O procedimento conduzido pelo MPDFT mira exclusivamente a conduta da plataforma de apostas, especialmente no que diz respeito à conformidade com regras de proteção ao consumidor e possíveis práticas abusivas.
Além do atacante e da influenciadora, também foram requisitados os contratos de outros nomes ligados a campanhas da empresa, como Lucas Lira e Bruna Sunaika. A promotoria ainda aguarda o envio das informações pela companhia, enquanto não houve posicionamento oficial dos citados até a última atualização.
Na origem da apuração, o inquérito foi aberto após denúncias envolvendo retenção de valores de usuários, bloqueios de contas e falhas em políticas de jogo responsável. Relatórios técnicos citados pelo órgão indicam ainda um volume expressivo de reclamações registradas contra a plataforma.
Como parte das medidas em andamento, o MPDFT também exige dados detalhados sobre funcionamento interno da empresa, incluindo regras de bônus, procedimentos de bloqueio de contas, movimentações financeiras e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. O caso pode evoluir para sanções que incluem pedido de indenização por danos morais coletivos estimada em até R$ 120 milhões.